Dados

Vista parcial de Manaus.
Vista parcial de Manaus.

Localização: 7ª Sub-Região – Re­gião do Rio Negro-Solimões (Segundo a Seplan), Mesorregião Centro-Amazonen­se, Microrregião de Manaus (Segundo o IBGE).
Área: 11.401,092 km².
Acesso: Via fluvial, Terrestre e Aéreo.
Popula­ção absoluta: 1.802.014 hab. (CENSO IBGE, 2010), 2.094.391 hab. (PNAD/IBGE, 2016).
População relativa: 158.06 hab./km² (PNAD/IBGE, 2016).
Número de eleitores: 1.257.129 (TRE, 2016).
IDHM: 0,737 (baseado nos dados do CENSO de 2010).
PIB (R$): 64.025.434,00 (2013).

Histórico

Manaus originou-se do nome de uma tribo indígena que primitivamente dominava o vale do rio Negro, à qual pertenceu o legendário guerreiro Ajuricaba. A história do devassamento das terras que atualmente compõem o município de Manaus constitui, ainda hoje, motivo de dúvidas e controvérsias entre os estudiosos do assunto. Segundo uns, a glória desse empreendimento caberia a Pedro Teixeira, sertanista que pervagou o Amazonas na primeira metade do século XVII, iniciando sua jornada no porto de Cametá a 28 de outubro de 1637; outros, entretanto, apontam como autor desse feito seu lugar-tenente Pedro da Costa Favela (ou Favilla). O certo é que a primeira notícia fidedigna relativa à história dessa comuna está ligada ao ensaio de colonização e povoamento da região, levado a termo na segunda metade do século XVII.

Em 22 de junho de 1657, o cabo Bento Maciel Parente, no comando de uma “tropa de resgate”, partiu de São Luís do Ma­ranhão, logrando atingir, meses depois, as margens da boca do Tarumã, em plena selva amazônica. Rezam as crônicas que, à partida dessa bandeira, pregou o Padre Antônio Vieira, o grande orador sacro. Em 1658, a tropa expedicionária de Bento Maciel abandonou a novel povoação e tomou o rumo do Pará, sendo depois dizimada nas lutas com os aborígenes.

Em 15 de agosto daquele mesmo ano, uma segunda “tropa de resgate” partiu do Maranhão, fixando-se às margens do Tarumã, no mesmo local em que Bento Maciel se detivera. A expulsão dos jesuítas, animadores e pioneiros desses empreendimentos, em 1661, traria como reflexo o fracasso do plano de colonização, anos mais tarde retomado. Quando os holandeses e os espanhóis começaram a espraiar-se pelo extremo norte do País, a Coroa portuguesa se alarmou e passou a ditar providências.

Em 1669, a instâncias de Pedro da Costa Favela, o governador Coelho de Carvalho ordenou a construção de uma fortaleza que resguardasse a região limítrofe do rio Negro. Foi assim que surgiu a legendária “Fortaleza de São José do Rio Negro”, construída numa elevação a três léguas da foz do rio. A princípio, os índios não davam descanso aos conquistadores; todavia, graças ao auxílio dos religiosos carmelitas, grande arraial se foi pouco a pouco formando em volta do reduto fortificado. Famílias inteiras das tribos dos Baré, Passé e Baniwa, vindas do Japurá e Içana, ali se instalaram, dando início a grande miscigenação que, em breve, iria determinar, na povoação da Barra, o aparecimento de nova geração constituída de mamelucos e caribocas.

Em 1774, o arraial contava 220 pessoas, incluídos nesse total “o vigário, o diretor e dez mulheres maiores de noventa anos”. Em 1783, por ordem do general João Pereira Caldas, e em razão de seu estado precário, foi a velha fortaleza desarmada, perdendo a povoação as últimas aparências bélicas que lhe restavam. Lobo D’Almada, terceiro governador da Capitania de São José do Rio Negro, instalada a 10 de maio de 1758, ao transferir, no ano de 1791, a sede da Capitania para o Lugar da Barra, iria habitar as dependências da antiga “Casa Forte do Rio Negro”. Com a queda política de Lobo D’Almada, a povoação da Barra entrou em franco declínio, que culminou com o retorno da capital para Barcelos.

Só em 29 de março de 1808, graças ao então governador da Ca­pitania, Capitão-de-mar-e-guerra José Joaquim Vitorio da Costa, o Lugar da Barra voltaria a ter as honras de capital. No entanto, um fato curioso se passava no âmbito político da localidade. Somente muito tardiamente exerceu sua autonomia, dependendo primei­ro da Vila de Moura, depois da de Barcelos e, já na qualidade de capital, da de Serpa. Essa anomalia motivou as várias tentativas revolucionárias levadas a efeito pelos habitantes do antigo Lugar da Barra, que visavam à emancipação da localidade, o que só conseguiram em 1833, época em que a povoação foi elevada à categoria de cabeça de comarca, com a predicação de vila, recebendo então o nome de Manaus. Em 24 de outubro de 1848, por força da Lei n.° 147, votada pela Assembleia Provincial do Pará, a localidade teve o seu topônimo alterado para “Barra do Rio Negro”, antecedido pelo título de cidade, que o mesmo Decreto lhe outorgou.

Em 1850, como resultado das grandes agitações internas que se haviam verificado no território amazonense, foi aprovado pela Câmara o projeto de criação da Província do Amazonas, sancio­nado por D. Pedro II, em 5 de setembro do mesmo ano, receben­do a Lei o número 592. O primeiro governador da Província se­ria justamente aquele que mais pugnara pela sua emancipação, João Batista de Figueiredo Tenreiro Aranha, que, nomeado em 7 de julho de 1851, chegou à cidade da Barra do Rio Negro em 27 de dezembro, instalando oficialmente a nova unidade provin­cial a i° de janeiro do ano seguinte. A 4 de setembro de 1856, a localidade de “Barra do Rio Negro” trocou definitivamente essa designação pela de “cidade de Manaus”, em virtude da Lei n.° 68, promulgada pela Assembleia Provincial.

Turismo

Manaus é um dos maiores destinos de turistas da Amazônia, oferecendo uma ampla rede hoteleira, assim como restaurantes variados. Conta também com diversos hotéis de selva em sua re­gião metropolitana. Um dos principais pontos turísticos da cidade é o Teatro Amazonas, inaugurado em 31 de dezembro de 1896, sendo o principal Patrimônio Artístico Cultural do Estado do Amazonas e a obra mais significativa da época áurea da borracha.

A região recebeu o prêmio de melhor destino verde da América Latina, prêmio este concedido em votação feita pelo mercado mundial de turismo, durante a World Travei Market, ocorrido em Londres, em 2009. Em 2010, em uma pesquisa feita entre os turistas, o turismo foi avaliado como satisfatório, com 92,4% entre os turistas nacionais e 94% entre os turistas estrangeiros.

Eventos Importantes

  • Carnaval Amazonense – Grupo Especial (fevereiro/março).
  • Carnaboi (3 e 4 de março).
  • Festival Amazônico de Ópera (24.4 a 29.5).
  • Festival Folclórico do Amazonas (junho).
  • Aniversário da Cidade (24 a 26 de outubro).

Pontos Turísticos

Teatro Amazonas, Igreja Nossa Senhora da Conceição, Palá­cio da Justiça, Praça Dom Pedro II, Praça do Congresso, Praça da Matriz, Praça da Polícia, Praça da Saudade, Largo de São Sebastião, Mercado Adolpho Lisboa, Praia da Ponta Negra, Parque Industrial da Zona Franca de Manaus, Encontro das Águas, Ca­choeira do Tarumã, Parque Municipal do Mindu, Arquipélago de Anavilhanas, Praia Dourada, Praia do Tupé, Parque Ecológico Janauari, Centro Comercial, entre outros.