Nos campos de Saugerties, uma cidade rural a 130 quilômetros de Nova York, ocorreu O Woodstock 94, concerto comemorativo dos 25 anos do grande momento do movimento hippie, lugar no qual, em 1969, se fez a apologia do rock’n’roll, do amor e da paz universal.

Durante O Woodstock original, que atraiu mais de 400 mil jovens a vizinha Bethel, na propriedade leiteira de um simpático fazendeiro chamado Max Yasgur, uma geração alegre e contestadora celebrou na chuva, ao som de grupos de rock, sua vitória sobre a geração anterior.

Os tempos mudaram. Woodstock, entre outras coisas, era o símbolo da negação da sociedade de consumo. Hoje a cultura oficial apropriou-se de quase todas – mas não de todas – as manifestações da cultura daqueles grupos.

Mas, desta vez, “O show foi montado para a geração de agora. Tem a cara dos jovens de hoje”, diz Michael Lang, um dos organizadores do Woodstock original. Os hippies passaram como um furacão sobre a cultura e os costumes então vigentes, e ficaram conhecidos não pelos cabelos compridos que usavam, mas por terem sido os primeiros jovens a conviver com o radicalismo dos anos 1960 e o que depois, de forma diluída, passou a se chamar “conflito de gerações”. 

FONTEVeja, 8.10.1994
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