Há alguns anos, conheci em Nova York um jovem que não falava uma palavra em inglês e estava evidentemente perplexo com os costumes americanos. Pelo “sangue”, era tão americano como qualquer outro, pois seus pais haviam nascido em Indiana e tinham ido para a China como missionários.

Órfão desde a infância, o rapaz fora criado por uma família chinesa, numa aldeia perdida. Todos os que o que conheceram o acharam mais chinês do que americano. O fato de ter olhos azuis e cabelos claros impressionava menos que o andar, os movimentos dos braços e das mãos, a expressão facial e os modos de pensar que caracterizam os chineses.

A herança biológica era americana, mas a formação cultural fora chinesa. Ela acabou retornando à China, seu verdadeiro lar.

Faça seu comentário