O interesse acadêmico pela juventude como categoria social específica tomou vulto a partir da década de 1960, quando começaram a surgir formas ousadas de manifestação cultural juvenil e o comportamento de grupos de jovens contestadores passou a contrastar abertamente com os padrões sociais estabelecidos.

Os agrupamentos sociais
  1. Grupo social
  2. Agregados sociais
  3. Mecanismos de sustentação dos grupos sociais
  4. Sociologia da juventude
  5. Sistema de status e papéis sociais
  6. Estrutura e organização social

O conceito usual de juventude refere-se a uma faixa de idade que vai dos 14 aos 19 anos. Um período da vida em que o jovem completa seu desenvolvimento físico e passa por importantes mudanças biológicas, psicológicas e sociais. Deixa de ser criança e dá início à sua entrada no mundo dos adultos.

No Brasil, enquanto a geração de jovens adolescentes de 1990 foi numericamente superior em 1 milhão de pessoas à de 1980, a nova geração de adolescentes no ano 2000 já era 2,3 milhões superior à dos jovens de 1990.

Seria preciso, então, oferecer a esses milhões de jovens educação e preparação profissional adequadas para facilitar seu ingresso no mercado de trabalho, criando-lhes, ao mesmo tempo, formas de convivência e de participação na sociedade. Mas essa nova “onda de adolescentes” ocorre em meio a uma crise econômica que já dura mais e vinte anos.

Há, atualmente, no país, uma oferta insuficiente de postos de trabalho e uma enorme competição pelas poucas vagas existentes. Os dois fenômenos somados – escassez de empego e aumento no número de jovens – criam uma situação socialmente explosiva. Nos últimos anos, a sociedade brasileira tem se mostrado incapaz de absorver os 2 milhões de jovens que entram todos os anos no mercado de trabalho. Nessas condições, milhares de jovens não conseguem sequer seu primeiro emprego.

O texto “A geração Internet“, discute as mudanças pelas quais a juventude vem passando ao longo dos últimos quarenta anos e como seus valores de grupo social estão se modificando.

A intensificação da economia globalizada na última década reduziu drasticamente as oportunidades de trabalho para os jovens. Os jovens e os idosos poderão ser os primeiros excluídos das novas sociedades societárias que ainda estão se formando.

De acordo com alguns economistas, uma parcela da juventude poderá passar até a vida inteira sem obter trabalho. Essa perspectiva pode levar o jovem a uma nova direção. Desta vez não há um mero conflito de gerações. Agora, os jovens se revoltam contra outros grupos sociais e até contra toda a sociedade, contra um sistema que os marginaliza. Já há claros indícios de que isso esteja acontecendo.

Não se trata, desta vez, da utopia dos jovens rebeldes dos anos 1960, que queriam construir um novo mundo, reformar a sociedade, mas de jovens que desejam participar dela, serem nela incluídos. Uma sociedade que lhes oferece tudo, mas que, ao mesmo tempo, nega-lhes essa possibilidade. Acena para uma vida de grandes confortos e prazeres, mas que estão fora de seu alcance.

Tudo isso gera respostas agressivas. Os mais pobres sentem-se cada vez mais atraídos pela marginalidade, ingressando no crime organizado ou em gangues extremamente violentas. Os jovens de classe média, cujo padrão de vida esteja se reduzindo, tenderão a adotar atitudes ostensivas de contestação, podendo participar tanto de grupos neofascistas e racistas como de movimentos anarquistas, que desejam destruir a sociedade, acabar, simplesmente, com qualquer forma de vida organizada.

Outra parte desses jovens não deseja contestar, mas criar formas e comunicação que sejam exclusivas de seu grupo. O exemplo dos Hells Angels, mostra que determinados grupos podem viver para sempre na adolescência, não importando a idade de seus membros. Para o historiador inglês Eric Hobsbawm, “quase todos os jovens de hoje crescem numa especie de presente contínuo, sem nenhuma relação orgânica com o passado público da época em que vivem”.

É nesse contexto que a juventude surge como tema para a Sociologia. Não se trata mais de um jovem que está em permanente conflito de gerações, mas de um jovem que tem dificuldade de se integrar à sociedade globalizada, que está se tornando mais violento por se sentir socialmente excluído e que participa de grupos tribais, como os punks, para não se sentir solitário.

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