A história do simbolismo mostra que tudo pode assumir significado simbólico: os objetos naturais (como pedras, plantas, animais, homens, o Sol e a Lua, a água e o fogo); ou as coisas feitas pelo homem (casas, barcos, carros); ou, ainda, formas abstratas (os números, o triângulo, o quadrado e o círculo). De fato, todo o cosmos é um símbolo possível.

O homem, com sua propensão para criar símbolos, transforma inconscientemente objetos e formas em símbolos (dotando-os, portanto, de grande importância psicológica) e os expressa em sua religião e em sua arte visual. O entrelaçamento entre religião e arte remonta aos tempos pré-históricos, através dos símbolos deixados na arte rupestre por nossos antepassados, que para eles tinha um significado religioso.

O símbolo do círculo

O círculo (ou a esfera) como símbolo do “si mesmo” expressa a totalidade da psique em todos os seus aspectos, inclusive a relação entre o homem e o conjunto da natureza. O símbolo do círculo já aparece no culto solar primitivo, na religião moderna, em mitos e sonhos, em desenhos de mandalas dos monges tibetanos, nos traçados de cidades ou nas ideias esféricas dos primeiros astrônomos, assinalando o aspecto único e vital da vida: seu total e definitivo complemento.