Os indivíduos, em todo o mundo, vivem em grupo. E as relações sociais estabelecidas pela vida em grupo são o objeto de estudo da Sociologia.

O interesse pelas relações sociais é o que diferencia os sociólogos dos outros cientistas sociais. Entre outras coisas, os sociólogos querem saber:

Por que grupos como a família, a tribo ou a nação sobrevivem através dos tempos, até mesmo durante as guerras e revoluções? Por que um soldado se sente no dever de lutar e enfrentar a morte, quando poderia esconder-se ou fugir? Por que o homem se casa e assume responsabilidades de família, quando poderia, com a mesma facilidade, satisfazer seus impulsos sexuais fora do casamento? Que efeitos produz a vida em grupo sobre o comportamento de seus membros? Será que as pessoas que vivem em tribos pré-letradas, isoladas, têm o mesmo comportamento que as que vivem em Nova York ou num subúrbio parisiense?

Os sociólogos se interessam igualmente pelas causas das mudanças ou da desintegração dos grupos. Por exemplo, querem saber por que alguns casamentos terminam em divórcio. Querem saber por que há um maior número de divórcios em alguns países do que em outros; por que o número de divórcios aumenta ou diminui com o tempo. Querem saber, ainda, se o comportamento das pessoas se modifica depois de uma mudança do campo para a cidade ou da cidade para os subúrbios.

Os sociólogos estudam também as relações entre os membros de um grupo e entre grupos. Quais são as relações entre marido e mulher e entre pai e filhos atualmente? Essas relações assemelham-se às da família tradicional, são as mesmas em qualquer cultura? Quais as causas do conflito entre negros e brancos em alguns países? O trabalho, a indústria e o governo nos Estados Unidos estarão relacionados entre si da mesma forma que grupos e instituições similares na Austrália, na China ou na Rússia? Por que alguns grupos da sociedade possuem mais bens materiais e mais prestígio do que outros?