A ausência de contatos caracteriza o isolamento social. Existem mecanismos que reforçam esse isolamento. Entre eles, estão atitudes de ordem social e atitudes de ordem individual.

A convivência humana
  1. Sociabilidade e socialização
  2. Contatos sociais
  3. O isolamento social
  4. A importância da comunicação
  5. Interação social
  6. Processos sociais

As atitudes de ordem social envolvem os vários tipos de preconceito (racial, religioso, de sexo etc.). Um exemplo histórico de preconceito é o antissemitismo, voltado contra os judeus. Tal atitude foi especialmente violenta durante a Idade Média e também entre 1933 e 1945 na Alemanha nazista, onde cerca de 6 milhões de judeus foram exterminados nos campos de concentração.

A África do Sul é outro exemplo de país onde, por várias décadas, imperou uma legislação que isolava os negros do convívio social com os brancos: o apartheid. Durante esse período, a minoria branca impôs à maioria negra uma série de restrições, que iam desde a proibição de casamentos inter-raciais até a moradia em guetos demarcados e a realização dos trabalhos mais penosos, relegando os negros à condição de cidadãos de segunda classe.

Uma atitude de ordem individual que reforça o isolamento social é a timidez. Segundo o sociólogo Karl Mannheim, a timidez, o preconceito e a desconfiança podem levar o indivíduo a um isolamento semelhante ao dos deficientes físicos, quando seus portadores são segregados dentro do seu próprio grupo primário. Isso porque o tímido tem dificuldade de se comunicar com o outro, de estabelecer laços de convivência e afinidade, o que, de certo modo, o deixa à margem da sociedade.

Quebrando regras

As formas de convívio social são muito diversificadas, pois cada cultura, cada povo, tem suas regras particulares de convivência humana. Por outro lado, as condições de convivência podem se modificar de acordo com certas transformações na sociedade. A situação da mulher, por exemplo, modificou-se radicalmente ao longo das últimas décadas, tanto no Brasil quanto em outras partes do mundo.

Até o começo dos anos 1930, as mulheres não podiam votar no Brasil. Esse direito foi conquistado por elas em 1932. Da mesma forma, há cinquenta anos era difícil imaginar que as mulheres chegariam a ocupar altos cargos executivos em grandes empresas ou a governar nações, como foi o caso de Margareth Thatcher, primeira-ministra da Grã-Bretanha entre 1979 e 1990, e também Dilma Rousseff, a primeira presidenta mulher eleita no Brasil em 2011.

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