Max Weber (1864-1920).
Max Weber (1864-1920).

Nascido em Erfurt, na Turíngia, Alemanha, em abril de 1864, o sociólogo e cientista político Max Weber foi professor de Economia nas universidades alemãs de Freiburg e Heidelberg.

Grandes mestres das Ciências Sociais
  1. Jean-Jacques Rousseau
  2. Auguste Comte
  3. Karl Marx
  4. Dávid Émile Durkheim
  5. Max Weber
  6. Bronislaw Kasper Malinowski
  7. Karl Mannheim
  8. Charles Wright Mills
  9. Claude Lévi-Strauss
  10. Gilberto Freyre
  11. Florestan Fernandes
  12. Alain Touraine

Considerado, com razão, um dos mais importantes pensadores modernos, ele foi um dos fundadores clássicos da Sociologia. Dotado de espírito investigativo particularmente aguçado e grande erudição, criou uma nova disciplina, a Sociologia da Religião, na qual desenvolveu estudos comparados entre a história econômica e a história das doutrinas religiosas.

Weber foi também um dos primeiros cientistas sociais a chamar a atenção para o fenômeno da burocracia, não só no Estado moderno mas também ao longo da História.

De acordo com ele, a Sociologia deveria estudar o sentido da ação humana individual, que deve ser buscado pelo método da interpretação e da compreensão. Weber preocupava-se ainda com a responsabilidade social dos cientistas sociais e defendia a busca da neutralidade na vida acadêmica e na investigação científica.

As teorias de Weber exerceram grande influência sobre as Ciências Sociais a partir da década de 1920. Em uma de suas obras mais conhecidas, procurou demonstrar a existência de uma estreita ligação entre a ética protestante e ascensão do capitalismo.

Suas principais obras são: A ética protestante e o espírito do capitalismo (1905) e Economia e sociedade (publicada postumamente em 1922).

Escritos e obras

Dentre as influências que a obra de Weber manifesta, podemos enxergar também seu diálogo com filósofos como Immanuel Kant e Friedrich Nietzsche e com alguns dos principais sociólogos de seu tempo, como Ferdinand Tönnies, Georg Simmel e Werner Sombart, entre outros.

Dentre as principais obras do autor – organizadas postumamente pela sua esposa Marianne Weber – constam os seguintes títulos:

  • 1889: A história das companhias comerciais na idade média
  • 1891: O direito agrário romano e sua significação para o direito público e privado
  • 1895: O Estado Nacional e a Política Econômica
  • 1904: A objetividade do conhecimento na ciência política e na ciência social
  • 1904: A ética protestante e o espírito do capitalismo
  • 1905: A situação da democracia burguesa na Rússia
  • 1905: A transição da Rússia a um regime pseudoconstitucional
  • 1906: As seitas protestantes e o espírito do capitalismo
  • 1913: Sobre algumas categorias da sociologia compreensiva
  • 1917/1920: Ensaios Reunidos de Sociologia da Religião
  • 1917: Parlamento e Governo na Alemanha reordenada
  • 1917: A ciência como vocação
  • 1918: O sentido da neutralidade axiológica nas ciências políticas e sociais
  • 1918: Conferência sobre o Socialismo
  • 1919: A política como vocação
  • 1919: História Geral da Economia
  • 1910/1921: Economia e Sociedade

Dentre seus escritos mais conhecidos destacam-se: A ética protestante e o espírito do capitalismo (1904), a obra póstuma Economia e Sociedade (1920), A ciência como vocação (1917) e A política como vocação (1919).

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