Na produção social da própria vida, os homens estabelecem relações determinadas, necessárias e independentes de sua vontade. Essas relações de produção correspondem a uma determinada etapa de desenvolvimento das suas forças produtivas materiais.

A totalidade dessas relações de produção forma a estrutura econômica da sociedade. Essa estrutura é a base real sobre a qual se levanta uma superestrutura jurídica e política, e à qual correspondem formas sociais determinadas de consciência.

O modo de produção da vida material condiciona o processo de vida social, política e espiritual. Ou seja, não é a consciência dos homens que determina o seu ser, mas, ao contrário, é o seu ser social que determina sua consciência. 

Em determinada etapa de seu desenvolvimento, as forças produtivas entram em contradição com as relações de produção existentes. Essas relações – o regime de propriedade, por exemplo -, que antes eram formas de desenvolvimento das forças produtivas, transformam-se em seu maior obstáculo.

Sobrevém, então, uma época de revolução social.

Mas uma formação social nunca desaparece antes que estejam desenvolvidas todas as suas forças produtivas. E novas relações de produção mais adiantadas não substituem as antigas, antes que suas condições materiais de existência tenham sido geradas no próprio seio da velha sociedade.

Em grandes traços, podem ser caracterizados como épocas progressivas da formação econômica da humanidade de modos de produção asiático, antigo, feudal e burguês moderno.

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