Jean-Jacques Rousseau (1712-1778).
Jean-Jacques Rousseau (1712-1778).

Nascido na Suíça, mas de formação francesa, Rousseau está ligado à Sociologia moderna por vários aspectos de sua obra. Sua contribuição mais significativa para as Ciências Sociais são os livros O contrato social, que se tornou um clássico da ciência Política, e o Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens.

Grandes mestres das Ciências Sociais
  1. Jean-Jacques Rousseau
  2. Auguste Comte
  3. Karl Marx
  4. Dávid Émile Durkheim
  5. Max Weber
  6. Bronislaw Kasper Malinowski
  7. Karl Mannheim
  8. Charles Wright Mills
  9. Claude Lévi-Strauss
  10. Gilberto Freyre
  11. Florestan Fernandes
  12. Alain Touraine

Para Rousseau, a sociedade se originou de um pacto entre os indivíduos que viviam livremente no chamado “estado de natureza”. Por meio desse pacto ou contrato, eles estabelecem a criação de um poder político e legitimaram a passagem da liberdade natural à liberdade civil. Ao mesmo tempo, porém, o surgimento da sociedade e da propriedade privada teria dado origem à desigualdade e à privação da liberdade. É famosa a frase com que começa O contrato social: “O homem nasce livre, mas por toda a parte encontra-se a ferros”.

Para Rousseau, o ser humano é naturalmente bom: o mal teria sua origem na sociedade e na propriedade privada, que estimulou o egoísmo e levam à divisão entre ricos e pobres.Com essas ideias, Rousseau exerceu forte influência sobre os jacobinos, uma das tendências radicais da Revolução Francesa de 1789.

Citações

  • “O homem nasce livre, e em toda parte é posto a ferros. Quem se julga o senhor dos outros não deixa de ser tão escravo quanto eles.”
  • “A maioria de nossos males é obra nossa e os evitaríamos, quase todos, conservando uma forma de viver simples, uniforme e solitária que nos era prescrita pela natureza.”
  • “O verdadeiro fundador da sociedade civil foi o primeiro que, tendo cercado um terreno, lembrou-se de dizer ‘isto é meu’ e encontrou pessoas suficientemente simples para acreditá-lo. Quantos crimes, guerras, assassínios, misérias e horrores não pouparia ao gênero humano aquele que, arrancando as estacas ou enchendo o fosso, tivesse gritado a seus semelhantes: ‘Defendei-vos de ouvir esse impostor; estareis perdidos se esquecerdes que os frutos são de todos e que a terra não pertence a ninguém.’”
  • “E quais poderiam ser as correntes da dependência entre homens que nada possuem? Se me expulsam de uma árvore, sou livre para ir a uma outra.”
  • “A meditação em locais retirados, o estudo da natureza e a contemplação do universo forçam um solitário a procurar a finalidade de tudo o que vê e a causa de tudo o que sente.”
  • “A única instituição que ainda se constitui natural é a Família.”
  • “O escravo não é propriedade do outro, mas não deixa de ser homem.”
  • “O homem é bom por natureza. É a sociedade que o corrompe.”
  • “Mesmo quando cada um de nós pudesse alienar-se não poderia alienar a seus filhos: eles nascem homens e livres, sua liberdade lhes pertence e ninguém, senão eles, pode dispor dela. Antes de chegar à idade da razão, o pai pode, em seu nome, estipular as condições de sua conservação, do seu bem-estar, porém, não dá-los irrevogável e incondicionalmente porque um dom semelhante contraria os fins da natureza e sobrepuja os limites da finalidade paternal. Seria, pois, preciso para que um governo arbitrário fosse legítimo, que, em cada geração o povo fosse dono de aceitá-lo ou de rejeitá-lo; porém, então o governo não seria arbitrário.”
  • Sobre o governo, que para Rousseau é “Um corpo intermediário entre os súditos e o soberano, para sua mútua correspondência, encarregado da execução das leis e da conservação da liberdade, tanto civil como política.”, e a submissão do povo aos chefes [governantes] diz: “É somente um incumbência, um cargo, pelo qual simples empregados [governantes] do soberano [povo] exercem em seu nome o poder de que os faz depositários, e que ele pode limitar, modificar e reivindicar quando lhe aprouver.”
  • “Se houvesse um povo de deuses, ele seria governado democraticamente. Um governo tão perfeito não convém aos homens.”
  • “Maquiavel fingindo dar lições aos Príncipes, deu grandes lições ao povo”.
  • “Amanham-se as plantas pela cultura e os homens pela educação (…) Tudo o que não temos à nascença e de que necessitamos quando somos grandes, é-nos dado pela educação.”

Principais obras

  • Discurso Sobre as Ciências e as Artes
  • Discurso Sobre a Origem da Desigualdade Entre os Homens
  • Do Contrato Social
  • Emílio, ou da Educação
  • Os Devaneios de um Caminhante Solitário
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