Punições rigorosas como apedrejamento, amputação e açoitamento foram introduzidas nos últimos dois anos nos estados do norte da Nigéria, onde há uma população preponderantemente muçulmana.

Safiya, uma jovem divorciada, pode ser a primeira vítima de morte por apedrejamento. Durante o julgamento da apelação de sua sentença, Safiya sentou-se quieta num canto, abraçando Adama, sua filha de um ano – justamente a causa de sua condenação.

Embora condenada à morte, Safiya não está presa. Pela lei islâmica, ela pode continuar morando com a família até que seu pedido de apelação seja aceito ou a sentença de apedrejamento executada.

A gravidez fora do casamento – mesmo para mulheres divorciadas – é considerada adultério e punida com a morte nos estados nigerianos que adotam a Sharia, uma lei islâmica.

A adoção da Sharia é assunto controverso na Nigéria, país que também tem uma grande população que professa o cristianismo.

Safiya foi condenada à morte porque é divorciada, mas a pena para mulheres solteiras que fizeram sexo é mais suave: cem chibatadas.

FONTEJornal da Mídia, 4.9.2002
COMPARTILHE