Você certamente já ouviu ou leu as expressões esquerda, direita e centro aplicadas à vida política no Brasil e em outros países. Diz-se, por exemplo, que o ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva é “de esquerda” e que o norte-americano George W. Bush é “de direita”. No texto a seguir, você vai conhecer não só o significado dessas expressões, mas também de que modo elas surgiram e como foram incorporadas ao vocabulário político.

Quando a Revolução Francesa se organizou em Convenção (uma espécie de parlamento, de 1792 a 1795), a luta política intensificou-se. O assento do presidente ficava no meio da sala. Os girondinos (alta burguesia conservadora) sentavam-se a direita dele; os jacobinos (pequena burguesia e representantes da plebe de Paris) sentavam-se à esquerda.

Para economizar esforços, a presidente da Convenção passou a chamar os girondinos de direita (antes ele dizia: “os senhores convencionais que estão à minha direita”) e os jacobinos, de esquerda. Os jacobinos pretendiam aprofundar as medidas revolucionárias; os girondinos, não. As expressões pegaram: esquerda, hoje, é quem quer fazer uma revolução ou introduzir reformas radicais; direita é quem rejeita qualquer mudança (no centro ficam os indefinidos).

Combinando as duas classificações, chegamos as seguintes posições:

  • extrema direita corresponde aos reacionários;
  • centro-direita é a denominação dos conservadores;
  • centro-esquerda refere-se aos reformistas;
  • extrema esquerda abrange os revolucionários.

Na realidade, as diferenças entre essas categorias não são claramente estabelecidas nem muito rígidas. Assim, será difícil colocar uma pessoa ou um grupo, numa forma nítida, dentro de qualquer uma dessas posições.