A palavra ecologia vem do grego e significa originalmente “o estudo da casa”. Aos poucos, passou a se referir a todas as relações dos seres vivos entre si e com o ambiente, sendo uma das áreas de estudo da Biologia. Mas foram-se os tempos em que a ecologia era assunto exclusivo da ciência. A intervenção humana sobre o ambiente atinge hoje uma escala planetária sem precedentes. Descobriu-se que grande parte dos recursos naturais são finitos (os recursos não-renováveis, como os minérios e o petróleo) e que os efeitos das atividades humanas podem ser devastadores para o ambiente e para a sobrevivência da vida na Terra.

O grande desafio da espécie humana, atualmente, não é só assegurar um crescimento econômico que melhore o padrão de vida dos diferentes povos, mas também regular sua relação com o ambiente.

Nos últimos anos, a questão ecológica tem se tornado preocupação de múltiplos setores da sociedade. (…) Governos dos mais diversos países tem desembolsado imensos recursos para desenvolver projetos de recuperação conservação preservação e educação ambiental.

O Brasil, por exemplo, na Constituição de 1988, dedicou espaço significativo para determinar obrigações, prioridades competências relativas ao meio ambiente. Mas tais leis não diminuíram os problemas ambientais em nosso país, que ficou mundialmente conhecido pela devastação de suas florestas, pela caça e pesca predatórias.

Dentro desse contexto, é natural que a recente ciência ecológica encontre-se em franca expansão: deixou de ser uma preocupação exclusiva de segmentos isolados da sociedade e passou a ser responsabilidade de cidadãos comuns, preocupados com a sobrevivência do planeta.

Como parte dessa expansão da consciência ecológica, existem inúmeras Organizações Não-Governamentais (ONGs) no mundo cujas atividades estão voltadas para a preservação e a educação ambiental. Muitas atuam transmitindo conhecimentos e técnicas ou prestando assistência médica a povos que passam por guerras civis, períodos de seca e fome, como acontece hoje na África, por exemplo. Outras agem no sentido de impedir agressões à natureza.

A ONG Greenpeace, por exemplo, não hesita em “comprar briga” em favor da preservação do meio ambiente, a ponto de alguns de seus membros já terem tentado impedir, usando pequenos barcos, a passagem de navios que iam participar de experiências com bombas nucleares no oceano Pacífico.

Com suas ações, grupos de ecologistas europeus conseguiram diminuir o uso de casacos de peles de animais, como o visom ou a lontra (ou pelo menos fizeram diminuir a morte desses pequenos mamíferos), disparando jatos de sprays coloridos nos casacos das pessoas que os ostentavam nas ruas, em desfiles de moda, nas portas de teatros e restaurantes. Depois disso, tornou-se mais raro encontrar na Europa pessoas usando casacos de peles verdadeiras, como costumava acontecer antes.