Nas sociedades contemporâneas encontramos pessoas que contestam certos valores culturais vigentes, opondo-se radicalmente a eles, num movimento chamado de contracultura.

Cultura e sociedade
  1. O papel da educação na transmissão da cultura
  2. Identidade cultural
  3. O aspecto material e não-material da cultura
  4. Componentes da cultura
  5. O crescimento do patrimônio cultural
  6. Aculturação: contato e mudança cultural
  7. Contracultura
  8. Socialização e controle social

Na década de 1950, os Estados Unidos conheceram a beat generation (geração beat), que contestava o otimismo consumista do pós-guerra norte-americano, a ingenuidade que os filmes de Hollywood apregoavam, o anticomunismo generalizado e a falta de um pensamento crítico.

Inspirados nos existencialistas franceses, os beatniks vestiam-se de preto e recusavam-se a participar do sistema. Seus principais representantes foram o escritor Jack Kerouak e o poeta Allen Ginsberg, entre vários outros artistas e intelectuais.

Na década de 1960, surgiu o movimento hippie. Como a beat generation, foi um fenômeno de contracultura, porque se opunha radicalmente aos valores culturais considerados importantes na sociedade ocidental: o trabalho, o patriotismo, a acumulação de riquezas e a ascensão social. Também era contrária a Guerra do Vietnã (1959-1975), a estrutura familiar convencional, a sociedade de consumo e aos hábitos alimentares baseados em comida industrializada e fast food (refeição rápida) – traços culturais típicos da sociedade norte-americana.

Muitos jovens dessa época deixaram casa e universidade para viver em comunidades no campo, onde plantavam e produziam a própria comida e educavam seus filhos com base em valores mais humanizados.

A maioria deles era vegetariana e muitos abraçaram religiões orientais, como o zen-budismo e o hinduísmo. Seu principal lema era: “faça amor, não faça guerra”.

O movimento hippie, que ultrapassou as fronteiras dos Estados Unidos, foi perdendo o vigor, até desaparecer por completo, as vésperas da década de 1980, quando o individualismo e o consumismo voltaram, com toda a força, a ocupar corações e mentes da nova geração.

Leia o texto “Woodstock, outra vez” e saiba como se deu a comemoração dos 25 anos do Festival de Woodstock (1969), um marco da contracultura e do movimento hippie nos Estados Unidos.

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