Assistimos de forma generalizada a um recrudescimento da agressividade nas relações entre as pessoas. Em muitas cidades do mundo vive-se um clima de guerra civil, com quadrilhas organizadas, gangues, narcotráfico internacional, sequestros, assaltos, chacinas etc.

A intolerância e a desconfiança para com o vizinho, para com pessoas estranhas e dentro da própria família é cada vez maior. Na medida em que a esfera da vida privada tende a ser invadida pelos meios de comunicação em massa (principalmente o rádio e a televisão), os conflitos se tornam conhecidos e as agressões são divulgadas de maneira sensacionalista.

Assim, a violência e a hostilidade tendem a se banalizar e a se generalizar. Esse comportamento é incentivado pelo individualismo da sociedade contemporânea e pela intolerância, que levam as pessoas a não aceitar o “outro”, o “estranho”, o “estrangeiro”, o “diferente”. (…)

O que se percebe, para além dos conflitos entre nações, é que cresce a violência no interior do país e na periferia da médias e grandes cidades, em especial nos países pobres e emergentes, onde a instabilidade, a descrença nos poderes públicos e a sensação de abandono e insegurança são mais acentuadas.