Vá de UBER!
Claude Lévi-Strauss (1908-2009).
Claude Lévi-Strauss (1908-2009).

Considerado um dos maiores nomes da Antropologia, Lévi-Strauss nasceu em Bruxelas em novembro de 1908. Estudou na Universidade de Paris, licenciando-se em Filosofia e Direito.

Grandes mestres das Ciências Sociais
  1. Jean-Jacques Rousseau
  2. Auguste Comte
  3. Karl Marx
  4. Dávid Émile Durkheim
  5. Max Weber
  6. Bronislaw Kasper Malinowski
  7. Karl Mannheim
  8. Charles Wright Mills
  9. Claude Lévi-Strauss
  10. Gilberto Freyre
  11. Florestan Fernandes
  12. Alain Touraine

Em 1934, foi convidado a lecionar Sociologia no Brasil, na recém-criada Universidade de São Paulo (USP), onde permaneceu até 1937. Durante esse período, estudou grupos indígenas no Brasil central, observando de perto seus costumes e outras manifestações culturais. Dois anos depois, publicou seu primeiro trabalho de natureza antropológica: um artigo sobre a organização social dos índios Bororo. Após deixar a Universidade de São Paulo, obteve do governo francês financiamento para uma nova expedição ao interior do Brasil (1938-1939).

Em 1968, foi agraciado coma medalha de outro do Centro Nacional de Pesquisa Científica, a mais alta distinção científica da França.

Lévi-Strauss instituiu o método estrutural em Antropologia. Com esse instrumento de análise, ele procura descobrir as relações mais profundas entre os elementos da cultura, ou seja, desvendar as estruturas que sustentam os valores e costumes de uma sociedade, comunidade ou grupo social e que explicam as semelhanças e diferenças entre as culturas.

Os trabalhos de Lévi-Strauss entre os indígenas brasileiros resultaram no livro Tristes trópicos, onde o autor resume o que observou em seus estudos pelo interior do Brasil.

Entre suas obras, destacam-se: Estruturas elementares do parentesco (1949, Tristes trópicos (1955), Antropologia estrutural (1958) e O pensamento selvagem (1962).

Faleceu na cidade de Paris, em 30 de outubro de 2009.

Principais obras

  • Gracchus Babeuf et le communisme (Gracchus Babeuf e o comunismo), publicado pela editora do Parti ouvrier belge (Partido do operário belga), L’églantine, em 1926
  • Introduction à l’œuvre de Marcel Mauss’’ (Introdução à obra de Marcel Mauss), em Marcel Mauss, Sociologie et anthropologie, Paris, PUF, 1950
  • La Vie familiale et sociale des Indiens Nambikwara (Família e vida social dos índios Nambikwara), Paris, Société des américanistes, 1948
  • Les Structures élémentaires de la parenté (As estruturas elementares do parentesco), Paris, Presses universitaires de France, 1949; nova edição revista, La Haye-Paris, Mouton, 1968
  • Race et Histoire (Raça e História), Paris, UNESCO, 1952
  • Tristes Tropiques (Tristes Trópicos), Plon, Paris, 1955
  • Anthropologie structurale (Antropologia estrutural, Paris, Plon, 1958; numerosas reedições. Pocket, 1997
  • Anthropologie structurale deux (Antropologia estrutural) II, Paris, Plon, 1973
  • Le Totémisme aujourd’hui (O Totêmico hoje), Paris, PUF, 1962
  • La Pensée sauvage (Pensamento selvagem, Paris, Plon, 1962
  • Mitológicas, tetralogia de I a IV
  • O cru e o cozido – 1964
  • Do mel às cinzas – 1966
  • A origem das maneiras à mesa – 1968
  • O Homem Nu – 1971
  • La Voie des masques (O Caminho das Máscaras), 2 vol., Genève, Skira, 1975; nova edição aumentada com «Trois Excursions» (Tres excursões), Plon, 1979
  • Le Regard éloigné (Olhar distanciado), Paris, Plon, 1983
  • Antropologia e Mito: Palestras – 1984
  • Paroles données (Palavras dadas), Paris, Plon, 1984
  • La Potière Jalouse (A Oleira Ciumenta), Paris, Plon, 1985
  • Histoire de Lynx (História de lince), Paris, Pocket, 1991
  • Regarder écouter lire (Olhar, escutar, ler), Paris, Plon, 1993
  • Saudades do Brasil, Paris, Plon, 1994
  • Le Père Noël supplicié (Papai Noel supliciado), Pin-Balma, Sables, 1994
COMPARTILHE