Há setecentos anos, Frederico II, imperador do Sacro Império Romano-Germânico, efetuou uma experiência para determinar que língua as crianças falariam quando crescessem, se jamais tivesses ouvido alguém falar: falariam hebraico (que então se julgava ser a língua mais antiga), grego, latim ou a língua de seu país?

A convivência humana
  1. Sociabilidade e socialização
  2. Contatos sociais
  3. O isolamento social
  4. A importância da comunicação
  5. Interação social
  6. Processos sociais

Deu instruções às armas e mães adotivas para que alimentassem as crianças e lhes dessem banho, mas que sob hipótese nenhuma falassem com elas ou perto delas. O experimento fracassou, porque todas as crianças morreram. (Paul B. Horton e Chester L. Hunt. Sociologia. São Paulo, McGraw-Hill do Brasil, 1980. o. 77.)

Assim como a história narrada do “menino selvagem” de Aveyron, o fracassado experimento de Frederico II mostra que a comunicação é  vital para a espécie humana e para o desenvolvimento da cultura.

O principal meio de comunicação do ser humano é a linguagem. Por meio dela, os indivíduos atribuem significado aos sons articulados que emitem. Graças à linguagem podemos transmitir pensamentos e sentimentos aos nossos semelhantes, assim como nossas experiências e descobertas às gerações futuras, fazendo com que os conhecimentos adquiridos não se percam.

Além da linguagem falada, o ser humano desenvolveu outras formas de comunicação ao longo da História. Um grande avanço ocorreu com o surgimento da escrita, na Mesopotâmia, por volta de 4000 a.C. A invenção dos tipos móveis de impressão por Gutenberg, no século XV, foi outro passo importante. Nos séculos XIX e XX assistimos à invenção do telégrafo, do telefone, do rádio, do cinema, da televisão, do telex, da comunicação por satélite, da Internet.

Atualmente, fatos, ideias, sentimentos, atitudes e opiniões são compartilhados por milhões de pessoas na maior parte do planeta, graças a esses meios de comunicação. Por essa razão, o especialista em comunicação Marshall McLuhan afirmou que o mundo contemporâneo é uma autêntica “aldeia global”, pois os meios de comunicação de massa moldam hoje as ideias e opiniões de grupos cada vez maiores de indivíduos.

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