Os jovens das décadas de 1960 e 1970 saíram de casa para protagonizar uma revolução de costumes jamais vista até então. Fizeram e difundiram o rock’n’roll (surgido em meados dos anos 1950), a mais expressiva inovação da música popular da segunda metade do século passado.

Esses revolucionários cresceram, casaram-se viraram papais e mamães e… surpresa! Estão acompanhando atônitos outra revolução de costumes completamente diferente daquela da qual participaram. Ela tem como protagonistas seus próprios filhos e ocorre dentro de suas próprias casas. Os jovens de ontem se trancavam no quarto para se isolar de todos. Os de hoje se trancam também, mas para se plugar na Internet, na tv a cabo e no telefone celular.

A Geração Hippie dos anos 1960 e 1970 rejeitava a sociedade industrial. Seu lema era “paz e amor”. A Geração Y, os yuppies dos anos 1980, de gravata colorida e relógio Rolex, assistiu à revolução tecnológica. A Geração X, aquela que substituiu os yuppies, preferia o bermudão e a camisa de flanela: consumista, mas não de roupas, e sim de objetos eletrônicos. Agora, fala-se na Geração Z, que engloba os nascidos em meado da década de 1980.

A grande prática dessa geração é zapear (acionar rapidamente o controle remoto para encontrar canais de televisão). Daí o Z. Em comum, essa juventude muda de uma canal para outro na televisão, vai da Internet para o telefone, do telefone para o vídeo e retorna novamente à Internet. Também houve uma mudança de visão de um muno dessa geração em relação à anterior.

Garotas e garotos da Geração Z, em sua maioria, nunca imaginariam o planeta sem computador, chats, telefone celular. Sua maneira de pensar foi influenciada desde o berço pelo mundo complexo e veloz que a tecnologia engendrou. Diferentemente de seus pais, sentem-se à vontade quando ligam ao mesmo tempo a televisão, o rádio, o telefone, música e Internet. Outra característica essencial dessa geração é o conceito de um mundo que não tem barreiras nem fronteiras geográficas. Para eles, a globalização não foi um valor adquirido no meio da vida a custo elevado. Aprenderam a conviver com ela já na infância.

Enquanto os demais buscam adquirir informação, o desafio que se apresenta à Geração Z é de outra natureza. Ela precisa aprender a selecionar e separar o joio do trigo. Esse desafio não se resolve com um micro veloz. A arma chama-se maturidade.