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Roma é a capital da Itália, país situado no continente europeu. É uma cidade muito antiga, fundada no século VIII a.C., e foi o ponto inicial do desenvolvimento de uma das maiores civilizações da Antiguidade e o berço do Império Romano. A Itália está localizada na Península Itálica e é banhada pelos mares Mediterrâneo, Adriático e Tirreno.

A Idade Antiga

Desde a Pré-História, a Península Itálica foi ocupada por vários povos. Esses povos dividiam-se em três grupos: os italiotas, os etruscos e os gregos. Os latinos, que faziam parte do grupo dos italiotas, ocuparam a região do Lácio, na parte central da Itália e nas proximidades do Rio Tibre, fundaram uma aldeia de pastores, Roma. No desenrolar da história, os etruscos invadiram e conquistaram a região do Lácio e tornaram Roma uma verdadeira cidade no século VIII a.C.

Os etruscos foram os grandes responsáveis pela urbanização de Roma (arco etrusco).
Os etruscos foram os grandes responsáveis pela urbanização de Roma (arco etrusco).

Uma antiga lenda também conta a história da fundação de Roma. Segundo ela, dois irmãos gêmeos, Rômulo e Remo, netos de um rei que perdera o trono, Numitor, foram abandonados à própria sorte no Rio Tibre. Perto do Monte Palatino, os dois bebês foram encontrados por uma loba que os amamentou. Um pastor de nome Faustolo acabou adotando as crianças, educando-as até a idade adulta. Rômulo e Remo recuperaram o trono de seu avô e fundaram Roma no local onde a loba os havia encontrado. Na disputa pelo poder de governar Roma, Rômulo matou Remo e tornou-se o primeiro rei de Roma, fundada em 753 a.C. Hoje em dia, um dos símbolos da capital italiana é a loba amamentando os dois irmãos gêmeos, sob a forma de escultura.

A história política de Roma está dividida em três períodos:

  • Monarquia (ou Realeza), do século VIII ao século VI a.C.;
  • República, do século VI ao século I a.C.;
  • Império, do século I a.C. ao século V d.C.

A Monarquia

Durante esse período Roma passou de aldeia a cidade, sob domínio etrusco. O governo era exercido por um rei, que era o chefe militar, religioso e também juiz. O rei romano era auxiliado pelo Senado e pela Assembleia Curial.

O Senado era composto por um Conselho de Anciãos, chefes de grandes famílias, e tinha como funções propor leis e fiscalizar os atos dos reis.

A Assembleia Curial era composta de cidadãos que formavam as cúrias (clãs), e suas funções eram eleger altos funcionários, aprovar ou não as leis etc.

A sociedade romana estava dividida em camadas sociais distintas, a saber:

  • Patrícios – cidadãos romanos, donos de terras, de gado e de escravos, tinham direitos políticos e podiam exercer cargos públicos. Eram descendentes das primeiras famílias fundadoras de Roma;
  • Plebeus – homens livres dedicados ao comércio, ao artesanato e à agricultura, não tinham direitos políticos e não podiam exercer cargos públicos. Era em geral imigrantes vindos de lugares conquistados pelos romanos. Mais tarde, durante a República, os plebeus conquistaram alguns direitos até então exclusivos dos patrícios;
  • Clientes – homens livres e pobres que se colocavam a serviço das famílias patrícias em troca de ajuda econômica e prestígio social;
  • Escravos – em geral, prisioneiros de guerra e considerados bens de seus proprietários; trabalhavam como lavradores, cozinheiros, carpinteiros, copeiros, músicos e, se fossem instruídos, como professores, secretários ou médicos.

Essa divisão social permaneceu durante toda a história antiga romana não só no período da monarquia, mas também na república e no império.

Alguns reis desse período foram Rômulo, Numa Pompílio, Túlio Hostílio, Sérvio Túlio e Tarquínio, o Soberbo.

Esse último rei foi deposto pelo Senado, que não concordava com seu modo autoritário de governar. E assim foi instalada em Roma a fase da República.

A República

Foi durante esse período que Roma expandiu seu território para além das fronteiras da cidade e da Península Itálica. Também foi nessa fase que os plebeus fizeram algumas conquistas sociais e políticas.

O governo republicano era exercido por dois cônsules e alguns magistrados. Os cônsules era auxiliados pelo Senado e pela Assembleia dos Cidadãos.

Os cônsules exerciam funções políticas, militares e jurídicas e podiam convocar e presidir comícios públicos. Em períodos de crise ou de guerras, os patrícios escolhiam um ditador para chefiar o governo.

Manifesto eleitoral escrito em muro de Pompéia, defendendo um candidato a cônsul.
Manifesto eleitoral escrito em muro de Pompéia, defendendo um candidato a cônsul.

Os magistrados eram responsáveis pela aplicação da justiça, pela vigilância da conduta moral dos cidadãos, pala administração do dinheiro público, pela conservação de obras públicas etc.

Os tribunos da plebe era magistrados que surgiram em consequência das lutas plebeias por reformas sociais. Os tribunos podiam impedir a aplicação de leis consideradas prejudiciais aos interesses da plebe.

Além de reivindicarem igualdade de diretos políticos como os patrícios, os plebeus também queriam igualdade de direto no uso das terras públicas, isto é, que pertenciam ao Estado. Essas terras eram loteadas e arrendadas pelo governo aos pequenos agricultores, mas, com a expansão territorial romana, os patrícios foram se apropriando das terras mais férteis, o que causou o aumento de camponeses sem terra. Acrescentava-se a isso tudo a obrigatoriedade de servir o exército romano, imposta aos plebeus.

Para tentar conter as revoltas plebeias, os patrícios criaram o Tribunato da Plebe, cujos magistrados defendiam os diretos daquela camada social. Por intermédio dos tribunos da plebe algumas conquistas sociais foram efetuadas: a Lei das Doze Tábuas, leis escritas válidas para patrícios e plebeus; a Lei Canuleia, que autorizava casamentos entre patrícios e plebeus, a eleição de magistrados plebeus e a proibição de escravização por dívidas.

As ruínas do Fórum, uma das mais famosas de Roma.
As ruínas do Fórum, uma das mais famosas de Roma.

Durante a república, os romanos expandiram seu território e travaram muitas guerras que os levaram a dominar muitos lugares e povos do mundo antigo, como as Guerras Púnicas entre romanos e Cartago (colônia fenícia) pela disputa do Mar Mediterrâneo, em que os romanos saíram vitoriosos e avançaram para regiões como a Península Ibérica, a Gália, a Macedônia, a Grécia e a Ásia Menor. Era o império territorial romano que nascia e que trouxe com todas essas conquistas resultados positivos e negativos, a saber: a elevação do padrão de vida dos romanos com a aquisição de riquezas dos povos conquistados, o contato entre as várias culturas e a absorção de elementos gregos pela cultura romana, o empobrecimento dos plebeus que haviam prestado serviço ao exército romano e perdido suas terras e o aumento dos pobres e miseráveis nos territórios romanos. Isso tudo acentuou as desigualdades sociais já existentes, e os plebeus empobrecidos pediam mais reformas, principalmente a reforma agrária. E foi lutando pelos plebeus que dois tribunos da plebe se destacaram: os irmãos Caio e Tibério Graco. Sua luta em favor de mais igualdade social gerou mais instabilidade em Roma, e eles foram assassinados.

Essa fase de muitas turbulências sociais e políticas marcou a transição da república para o império. Houve muitas disputas pelo poder e vários líderes políticos tentavam controlar a desordem, entre eles destacaram-se: Pompeu, Crasso e Júlio César, que formaram o Primeiro Triunvirato, e Marco Antônio, Otávio e Lépido, que formaram o segundo Triunvirato.

Caio Júlio César (ou Júlio César), um dos componentes do Primeiro Triunvirato, foi um dos grandes líderes políticos da Antiguidade romana. Exerceu as funções de cônsul, tribuno, sacerdote, comandante do exército e ditador. Saiu-se vitorioso em suas conquistas, colonizou as províncias romanas, construiu estradas, dividiu as terras entre os soldados pobres, reformulou a cobrança de impostos, considerados até então abusivos, reduziu a autoridade do Senado e reformulou o calendário. Mas, acusado de autoritarismo pelos senadores romanos, foi assassinado em 44 a.C.

Otávio, um dos componentes do Segundo Triunvirato, acusou Marco Antônio de inimigo de Roma porque desconfiou que este, aliado à rainha Cleópatra, do Egito, pretendia formar um império no Oriente. Após o suicídio de Marco Antônio e Cleópatra, e com a anexação do Egito ao império romano, Otávio tornou-se o líder absoluto dos romanos e, em 27 a.C., recebeu o título de Imperador Augusto. A partir daí passou a chamar-se Otávio Augusto. Terminava a República Romana.

O Império

A fase imperial romana foi marcada por momentos de paz e prosperidade e outros tantos de instabilidade social, política e econômica até a decadência de todas as instituições romanas e o fim do Império Romano.

Sob o governo de Otávio Augusto, o império conheceu um período de segurança e de progresso material, o que o levou a chamar-se de “Pax Romana” (paz romana). Foi a época do Alto Império, entre 27 a.C. e 235 d.C. Outros imperadores governaram após Otávio: Calígula, Nero, Tito, Trajano, Marco Aurélio, Caracala etc.

A fase final do Império Romano até a sua queda definitiva sob as invasões dos povos bárbaros ocorreu entre 235 e 476 d.C. Foi a época do Baixo Império, caracterizada por longa crise social, política e econômica cujas causas foram: os enormes gastos para sustentar o imenso império, o aumento dos impostos, o crescimento da população pobre e miserável, as desordens e as rebeliões entre os romanos e os povos dominados e a penetração dos povos bárbaros no Império. Diga-se de passagem que os bárbaros eram os povos estrangeiros que viviam fora das fronteiras romanas e tinham um modo de vida considerado inferior pelos romanos – daí serem denominados de bárbaros, que viviam na “barbárie primitiva”, segundo os romanos.

Em 395 d.C., o Império Romano foi dividido em duas partes, numa tentativa de controlar a administração do imenso império: o Império Romando do Ocidente, com sede em Roma, e o Império Romano do Oriente, com sede em Constantinopla.

Mas, diante da impossibilidade de bloquear as invasões bárbaras, o Império Romano do Ocidente foi definitivamente desintegrado, e o último imperador, Rômulo Augusto, deposto pelos hérulos, um dos povos bárbaros. Esse fato marcou não só o fim do Império Romano, mas também o fim da Idade Antiga e o início dos tempos medievais.

A cultura romana

A religião romana era politeísta e recebeu forte influência dos gregos. Muitos deuses foram tomados da religião grega mudando apenas os nomes, por ex.: Júpiter (Zeus, para os gregos); Minerva (Atenas, para os gregos); Vênus (Afrodite, para os gregos); Netuno (Poseidon, para os gregos) etc.

Para os romanos, a religião tinha um senso prático, pois acreditavam nas trocas e nas recompensas entre os fiéis e deuses, seguindo mais ou menos o princípio do “toma lá, dá cá”, explicando mais claramente.

Havia o culto público, dirigido pelos sacerdotes, e o culto doméstico, praticado em casa e dirigido pelo chefe da família. Mas o chefe-geral da religião romana era o sumo pontífice (supremo sacerdote). Durante o Império, o imperador foi venerado como um deus, como representante de Júpiter (o chefe dos deuses) na Terra.

A religião politeísta vigorou em Roma até o surgimento do cristianismo, que, com o passar do tempo, após muito resistência por parte das autoridades romanas, se tornou a religião oficial do império em 380 d.C.

O cristianismo surgiu como uma doutrina de caráter religioso quando Jesus de Nazaré passou a divulgá-la em suas pregações na Palestina, região na época dominada pelos romanos. Jesus pregava a crença num deus único e dizia que ele era o messias enviado por Deus. Dizia também que todos eram filhos de Deus e que igualmente todos tinha direito à salvação da alma e a viver no paraíso após a morte. Defendia os pobres, os miseráveis, pregava o amor ao próximo e combatia a escravidão. Por causa de suas ideias e palavras, consideradas subversivas da ordem estabelecida, e das crenças romanas, foi perseguido, julgado e condenado à morte pelos chefes do governo romano. Mas mesmo assim, o cristianismo conseguiu cada vez mais seguidores no mundo. Durante muitos séculos, os cristãos foram perseguidos, torturados e aprisionados. Às vezes eram levados a arenas públicas para enfrentar feras, como leões, e, desarmados, acabavam morrendo. Mas, a partir do momento em que, além dos mais pobres, os muito ricos do império passaram a adotar o cristianismo como religião, as perseguições pararam. Em 313, o Imperador Constantino, convertido ao cristianismo, publicou o Edito de Milão, liberando o culto cristão em todo o Império Romano. Em 380, como já mencionado, o cristianismo tornou-se a religião oficial de todos os habitantes do império.

Acima, dois símbolos do Cristianismo primitivo: o "Chirio" (à esquerda) e os peixes (direita).
Acima, dois símbolos do Cristianismo primitivo: o “Chirio” (à esquerda) e os peixes (direita).

Algumas áreas do conhecimento desenvolvidos pelos romanos: a arquitetura, a escultura, a pintura, a literatura e o Direito.

A arquitetura recebeu influência dos etruscos e dos gregos. Os romanos construíram esgotos, pontes, aquedutos, muralhas, templos, basílicas, anfiteatros, arcos de triunfo e termas.

A escultura caracterizou-se pelo vigor e realismo. Destaca-se obras retratando cenas da vida cotidiana, procissões, combates, bustos e estátuas equestres.

A pintura manifestou-se principalmente nos afrescos das casa luxuosas.

Mosaico representando Virgílio escrevendo a Eneida, texto épico que narra a origem de Roma.
Mosaico representando Virgílio escrevendo a Eneida, texto épico que narra a origem de Roma.

Na literatura os romanos desenvolveram textos teatrais trágicos e cômicos, a poesia lírico, épica e a sátira Desenvolveram também textos relatando fatos históricos. Não podemos esquecer de mencionar  como uma das mais importantes contribuições da cultura romana a língua latina, que deu origem a outras línguas faladas hoje em dia, como por exemplo, o português, o italiano, o espanhol, o francês e o romeno.

O Direito Romano, foi, sem dúvida, a principal contribuição dos romanos à civilização. Essa área do conhecimento foi muito bem desenvolvida pelos romanos com a finalidade de regular o comportamento social de todos os habitantes do vasto império. Elaboraram muitas leis que em conjunto passaram a ser chamadas de Direito Romano. Até hoje as leis romanas servem de inspiração e de referências aos legisladores contemporâneos.

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