O período entre os séculos XIV e XV marcou a fase final da Idade Média. Uma série de fatores levaram ao enfraquecimento do poder dos senhores feudais e ao fortalecimento do poder dos reis. Foi um período de muitas crises, que geraram a necessidade de uma autoridade centralizadora, com poderes fortes e absolutos para solucionar tantos problemas. Pode-se dizer que as crises do século XIV foram causas da restauração do poder dos reis e da formação das monarquias nacionais europeias.

A Idade Média

Alguns sinais das crises do final da Idade Média:

  • As más condições de saúde e de higiene nas cidades, que provocavam doenças e epidemias (por exemplo: a Peste Negra);
  • A incompatibilidade da burguesia com os “restos” do feudalismo: a nova economia comercial e aberta não combinava com as antigas formas de produção feudais, fechadas;
  • O crescimento populacional não acompanhado pela produtividade agrícola, gerando crises de fome e subnutrição;
  • As revoltas camponesas.
A expansão do comércio foi um fato decisivo para o fim da Idade Média.
A expansão do comércio foi um fato decisivo para o fim da Idade Média.

Diante de tantos problemas, a autoridade de um rei foi considerada uma das soluções para eles. Com o apoio da burguesia, os reis organizam exércitos permanentes sob seu comando, montam um forte sistema de impostos e definem as fronteiras nacionais, com unidade linguística e cultural. Nasciam, na Europa, as primeiras nações governadas por reis com poderes absolutos: os Estados Nacionais (ou monarquias nacionais).

Não podemos esquecer que o fim da Idade Média foi marcado também por uma longuíssima guerra, entre França e Inglaterra: a Guerra dos Cem Anos. Na verdade esse conflito durou mais de cem anos, de 1337 a 1453 – cento e dezesseis anos. Mas, por uma questão de nomenclatura, mais “redonda”, chamou-se dos “Cem Anos”. Essa guerra prejudicou o desenvolvimento econômico dos países nela envolvidos e empobreceu a nobreza feudal de ambos, fortalecendo as monarquias inglesa e francesa.

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