O Egito estava localizado no nordeste da África e era atravessado pelas águas do Rio Nilo. O Egito atual ocupa o mesmo local no continente africano, mas com um território maior, não mais restrito à margens do Nilo, embora este continue a ser o rio mais importante do país.

A Idade Antiga

A civilização egípcia desenvolveu-se entre 4000 a.C. e 525 a.C., quando os persas conquistaram seu território, que já havia sido invadido por grego, fenícios e assírios. A partir daí a civilização egípcia desestruturou-se até ser dominada pelos romanos em 30 a.C.

O Egito é um país situado em pleno deserto, mas graças à presença do Rio Nilo, que atravessa seu território do sul para o norte, transformou-se num oásis. Na Antiguidade, o povo egípcio soube muito bem a aproveitar as águas do Nilo, construindo canais de irrigação, barragens e diques, garantindo a sua sobrevivência por milhões de anos.

A história política do antigo Egito está dividida em quatro períodos:

  • Período Pré-Dinástico;
  • Antigo Império;
  • Médio Império;
  • Novo Império.

No período Pré-Dinástico (antes das dinastias dos faraós), os egípcios organizaram-se em territórios independentes chamados nomos. Os governantes dos nomos eram os nomarcas. Em consequência de conflitos ocorridos entre os diversos nomos, foram formados dois reinos: o do Alto Egito e o do Baixo Egito. Com o passar do tempo, os dois reinos foram unificados sob a liderança de Menés, que, com essa união, se tornou o primeiro faraó do Egito.

O Antigo Império caracterizou-se por ter sido um período de paz e prosperidade. É dessa fase a construção das três pirâmides egípcias que têm os nomes dos seus construtores, três faraós: Quéops, Quéfren e Miquerinos. Uma série de revoltas comandadas pelos governantes das províncias egípcias (nomos) contra a autoridade do faraó levou à decadência do Antigo Império.

O Médio Império teve como principais características a reunificação territorial, o fortalecimento do poder do faraó, a prosperidade econômica e a expansão territorial. Contudo, o Egito foi invadido por um povo vindo da Ásia, os hicsos, que durante muito tempo dominaram a região.

O Novo Império caracterizou-se pela expansão militar egípcia na Síria e na Palestina, após a expulsão dos hicsos.

Mas o aumento do poder dos sacerdotes e uma alta carga tributária sobre a maioria da população levaram o Novo Império à decadência e, em decorrência de seu enfraquecimento político, povos estrangeiros passaram a invadir seu território. Assim, o antigo Egito passou ao domínio de gregos, fenícios, persas e finalmente romanos (em 30 a.C.).

Durante a maior parte da história do antigo Egito, a forma de governo que vigorou era a monarquia do tipo teocrática. O monarca era o faraó, adorado como um deus, e que concentrava em suas mãos as funções de sacerdote, chefe militar e juiz. O povo, ao mesmo tempo que o venerava e o respeitava, temia-o em decorrência da crença em sua origem divina.

A sociedade egípcia caracterizava-se pela desigualdade social e estava dividida em camadas sociais distintas, que podemos agrupar das mais ricas e poderosas às mais pobres e sem poder algum: a família real, os sacerdotes, os nobres, os soldados, os escribas, os mercadores, os artesãos, os lavradores, os servos e os escravos.

A economia no antigo Egito estava baseada na agricultura, no artesanato e no comércio.

A religião egípcia era politeísta e teve uma enorme influência na vida e na cultura do povo. Além do politeísmo, a religião também se caracterizava pelo culto a alguns animais (o gato, por exemplo), a crença na imortalidade da alma, no juízo final e na volta da alma ao mesmo corpo. Os egípcios mumificavam os seus mortos, guardando as múmias em sarcófagos e, junto delas, alimentos e objetos de valor para que a alma reconhecesse o seu antigo corpo e pudesse ressuscitá-lo.

A religiosidade estava presente em todos os aspectos da vida egípcia, como mostra a tumba de Tutancâmon.
A religiosidade estava presente em todos os aspectos da vida egípcia, como mostra a tumba de Tutancâmon.

As áreas do conhecimento que os egípcios desenvolveram foram: a escrita, a arquitetura, a pintura, a escultura e as ciências.

A escrita egípcia era composta por sinais chamados hieróglifos, palavra que vem do grego e significa “sinais sagrados”. A escrita hieroglífica era gravada em pedra, madeira ou papiro.

A arquitetura tinha um caráter monumental. Suas construções eram grandiosas e entre elas destacam-se templos, palácios e pirâmides. As pirâmides eram túmulos reais e simbolizavam o poder do faraó e a grandiosidade do povo egípcio.

A escultura procurou retratar a natureza. Os egípcios deixaram-nos estátuas e estatuetas de faraós, de deuses, de animais. Alguns exemplos são o “Escriba Sentado”, que está m Paris, no museu de Louvre, e a Esfinge, esculpida numa rocha, em Gizé, próxima das três grandes pirâmides.

Estátua de escriba, funcionário do governo egípcio, que transcrevia documentos, tendo por isso grande importância e prestígio.
Estátua de escriba, funcionário do governo egípcio, que transcrevia documentos, tendo por isso grande importância e prestígio.
A majestosa e lendária Esfinge de Gizé.
A majestosa e lendária Esfinge de Gizé.

A pintura retratou cenas da vida cotidiana, e as figuras humanas eram representadas de modo singular: a cabeça de perfil, mas o olho de frente, as pernas e os pés de perfil, mas o tronco e os ombros de frente.

As ciências que os egípcios mais desenvolveram foram a astronomia, a matemática e a medicina.

Motivados pela necessidade de medir o tempo das inundações do Nilo, criaram o relógio do sol e o da água, elaboraram mapas celestes, localizaram os pontos cardeais e criaram o mais antigo calendário que conhecemos.

Os egípcios lançaram os fundamentos da Aritmética e da Geometria. Conheciam as operações aritméticas, com exceção da multiplicação.

A medicina foi desenvolvida pelos egípcios, entre outras razões, pelo fato de terem de preparar os cadáveres para ser mumificados. Havia pessoas que conheciam doenças do estômago, coração e fraturas. Também praticaram e aperfeiçoaram técnicas de cirurgia.

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