Em fins da Idade Média, na transição para a Idade Moderna, as monarquias nacionais já haviam despontado como a forma de governo ideal para solucionar os problemas e adversidades que surgiam nos campos e nas cidades. Em tempos de crise, a presença e força política de um rei fizeram-se necessárias. Nascia assim o Estado Nacional ou Estado Moderno – cada povo habitando um país, falando a mesma língua, seguindo as mesmas leis, compondo a legião de súditos de uma monarca com plenos poderes. No início da Idade Moderna, os poderes dos reis tornaram-se maiores e firmes, apoiados no apoio financeiro da burguesia e num bem estruturado sistema de impostos. Assim a monarquia nacional tornou-se a monarquia absoluta ou absolutismo. Definindo: absolutismo foi o regime político em que os poderes políticos se concentravam nas mãos dos reis, que decidiam sobre todos os assuntos.

A Idade Moderna

Alguns filósofos e pensadores da época defendiam e justificavam o poder absoluto dos reis, como o italiano Nicolau Maquiavel, o inglês Thomas Hobbes e o francês Jacques Bossuet.

Entre os monarcas absolutista europeus destacaram-se: Luís XIV, na França, apelidado de “Rei Sol”, Henrique VIII, na Inglaterra, fundador da religião anglicana, Elizabeth I (filha de Henrique VIII) lançou as bases da colonização inglesa na América, Felipe II, na Espanha etc. O regime absolutista passou a ser criticado, principalmente por setores da burguesia a partir do século XVII. A burguesia e a nobreza parasitária que gravitava ao redor reivindicavam maior participação política. Na Inglaterra, a monarquia absoluta, em fins do século XVII, deixou de existir como tal e passou a funcionar como monarquia parlamentar com a Revolução Gloriosa, fase final de uma série de conflitos entre reis, nobreza e burguesia. Essa revolução revigorou o Parlamento britânico, que passou a limitar e a controlar as ações dos monarcas.

Acima, dois teóricos e dois praticantes do absolutismo. À esquerda, de baixo para cima, o filósofo inglês Thomas Hobbes, autor de Leviatã e Elizabeth I, rainha da Inglaterra; no centro, o italiano Maquiavel, autor de O Príncipe, e, à direita, Luís XIV, rei da França durante os séculos XVII e XVIII.
Acima, dois teóricos e dois praticantes do absolutismo. À esquerda, de baixo para cima, o filósofo inglês Thomas Hobbes, autor de Leviatã e Elizabeth I, rainha da Inglaterra; no centro, o italiano Maquiavel, autor de O Príncipe, e, à direita, Luís XIV, rei da França durante os séculos XVII e XVIII.
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