A palavra história pode ter três significados, a saber: uma ciência, um conjunto de narrativas e um período da evolução cultural da humanidade. Explicando: história, um ciência que estuda o passado humano e suas relações com o presente.

Portanto, é um estudo do homem no tempo, no sentido de duração ou de continuidade. Outra explicação diz que a história é um conjunto de narrativas, passadas, presentes ou mesmo futuras, reais ou imaginárias. Aqui, para nós que estudamos a história, as narrativas que mais nos interessam são as reais, as que podem ser comprovadas por sinais e pistas deixados por aqueles que viveram antes de nós ou que vivam ao mesmo tempo em que vivemos. Não importa, o que vale é a narrativa que testemunhe um momento, o chamado momento histórico. Por fim, deparamo-nos com a história que é um período da evolução cultural humana. E aqui, atribuímos à linguagem escrita um valor muito grande, pois é ela, a escrita, sua invenção e seu uso, que delimitam dois grandes períodos da evolução cultural da humanidade: o período antes da escrita, chamado de Pré-História, e o período depois da escrita, chamado de História. Portanto, na linha do tempo, as pessoas e a cultura que existiam há milhares de anos antes da invenção da escrita são testemunhas da Pré-História. E, nós? Nós, que vivemos hoje no século XXI, somos testemunhas da História.

A gravura rupestre representa uma das preocupações do homem pré-histórico: a caça.
A gravura rupestre representa uma das preocupações do homem pré-histórico: a caça.

Ao lidarmos com a ciência história, ao estudarmos os vários momentos e as várias situações históricas, percebemos que os fatos estão relacionados uns com os outros e que há uma verdadeira dinâmica na evolução deles. Os fatos são decorrentes de outros fatos que, por sua vez, provocam o desenrolar de outros e assim por diante, num processo contínuo. Assim, podemos perceber que há, entre os acontecimentos históricos, uma relação de causa e efeito e daí podemos compreender a noção de processo histórico.

A contagem do tempo na História

O tempo, na História, com o sentido de duração e continuidade, é contado com base em algumas convenções estabelecidas pelos historiadores. Assim, os anos são agrupados em décadas (10 anos), séculos (100 anos) e milênios (1.000 anos). E quando nos referimos aos séculos, usamos algarismos romanos para representá-los. Por exemplo, o ano de 1500 faz parte do século XV (15); já o ano de 630 pertence ao século XII (7); e o ano de 1789 refere-se ao século XVIII (18); o ano de 1999 pertence ao século XX (20), enquanto o ano de 2015 pertence ao século XXI (21).

Outra convenção fixada pelos historiadores para contar o tempo tem por base o calendário cristão. Quer dizer: o nascimento de Jesus é um marco divisório do tempo: tudo o que aconteceu antes de Cristo diz respeito aos fatos ocorridos antes de Cristo, e usa-se a sigla a.C., e tudo o que aconteceu depois de Cristo se refere aos fatos ocorridos depois de Cristo, e usa-se a sigla d.C. Contamos os anos antes de Cristo de modo decrescente e depois de Cristo de modo crescente. Concretizando e relembrando: a escrita foi inventada por volta de 3500 a.C. e hoje estamos vivendo o século XXI.

Atualmente estamos no século XXI.
Atualmente estamos no século XXI.

A História do Brasil, por exemplo, está dividida em três períodos ou fases, a saber:

  • Período Colonial (de 1500 a 1822);
  • Período Monárquico (de 1822 a 1889);
  • Período Republicano (de 1889 até os dias de hoje).

Na verdade, essa divisão em três períodos foi feita levando-se em conta, principalmente, os tipos de governos que o Brasil teve desde o seu descobrimento pelos portugueses até hoje em dia.

É com base nessa periodização que a história do mundo e de nosso País que podemos entender o passado. Preste atenção, porque, ao conhecer a história da cultura a que você pertence e a história do seu país, você estará conhecendo a sua própria história e construindo a sua identidade.

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