Ao terminar a Segunda Guerra Mundial, em 1945, o mundo viu-se dividido em dois blocos de países comandados por dois dos vencedores do conflito: de um lado, o bloco comandado peça política e economicamente pelos Estados Unidos, e do outro, o bloco comandado pela União Soviética. Sob a tutela dos Estados Unidos ficaram os países capitalistas e sob a tutela da União Soviética ficaram os países socialistas. Essa divisão do mundo em dois pólos ideológicos antagônicos gerou a chamada guerra fria. Durante a gerra fria, Estados Unidos e União Soviética disputaram áreas de influência num jogo político que muitas vezes envolveu conflitos sangrentos em vários lugares do mundo. Alguns desses conflitos foram:

A Idade Contemporânea
  • A Guerra da Coreia, entre 1950 e 1953, cujo resultado foi a divisão do país em Coreia do Norte, socialista, sob influência soviética, e Coreia do Sul, capitalista, sob influência norte-americana;
  • A Guerra do Vietnã, entre 1963 e 1975, que resultou na unificação do Vietnã do Norte e Vietnã do Sul num só país, sob regime socialista;
  • Os conflitos entre árabes e israelenses, a partir da criação do Estado de Israel, na Palestina em 1947 e que, apesar do acordo de paz entre árabes e judeus, vêm se prolongando até os dias de hoje.

A guerra fria também se manifestou nas conquistas espaciais entre russos e norte-americanos. Havia uma disputa pela primazia dos feitos entre os dois países. Os soviéticos lançaram o 1º satélite artificial no espaço – o “Sputinik” (pequeno companheiro), em 1957. Em 1958, o governo americano criou a NASA, entidade destinada a enviar homens ao espaço e a promover pesquisas científicas ligadas à Astronáutica. Em 16 de julho de 1969, os Estados Unidos enviaram a nave Apolo 11 à Lua. No dia 20 de julho o astronauta Neil Armstrong pisou em solo lunar. Era o “troco” que o governo norte-americano dava ao mundo e ao governo soviético na corrida espacial.

O socialismo também foi adotado como sistema econômico em dois países, situados em continentes diferentes, por meio de movimentos revolucionários: a China, com a Revolução Chinesa, em 1949, e Cuba, com a Revolução Cubana, em 1959.

Em 1949, formou-se a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), uma aliança militar entre os países da Europa Ocidental sob influência dos Estados Unidos.

Em 1955, foi criado o Pacto de Varsóvia, uma aliança militar entre os países sob influência da União Soviética, como a resposta do mundo soviético à Otan.

Em 1961, foi construído o Muro de Berlim, dividindo a antes capital da Alemanha em duas partes: de um lado, Berlim Ocidental (capitalista), e de outro, Berlim Oriental (socialista). O muro de Berlim – cuja construção foi obra da União Soviética – ficou conhecido como “Muro da Vergonha“, pelo absurdo que causou.

A União Soviética, desde 1985, passou por uma série de mudanças políticas e econômicas, lideradas pelo presidente Mikhail Gorbatchev, que promoveu a “glasnost” (liberação política) e a “perestroika” (reestruturação econômica). As medidas tomadas por Gordbatchev desmontaram o mundo socialista soviético, e todos os países vinculados àquele mundo também sofreram mudanças políticas e econômicas. Como consequência dessas transformações, vale lembrar a queda do Muro de Berlim em 1989, fato que se tornou o símbolo do fim do socialismo soviético e do início de uma nova era: a era sem a guerra fria ou pós-guerra fria.

Comemoração na porta de Brandemburgo, pela queda do muro de Berlim, em 1989, que marcou o fim da Guerra Fria.
Comemoração na porta de Brandemburgo, pela queda do muro de Berlim, em 1989, que marcou o fim da Guerra Fria.

O fato de não mais existir um mundo dividido entre capitalistas e socialistas nem constar no mundo atual nenhum conflito entre Estados Unidos e União Soviética em nome da guerra fria, não significa que as guerras tenham chegado ao fim e que hoje experimentamos um mundo de paz, segurança e tranquilidade.

Infelizmente as guerras continuaram e ainda não alcançamos o ideal de fraternidade entre todos os homens. Hoje, os conflitos ocorrem em nome de disputas nacionalistas, raciais, religiosas ou por questões que envolvem a apropriação indevida de algum produto muito útil para a humanidade (por ex.: o petróleo). Até parece que entramos numa máquina do tempo e retrocedemos ao fim da Idade Média, no século XV.

Ainda temos muito o que aprender e teremos muito o que contar e explicar às futuras gerações.

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