A Palestina era um território localizado na Ásia Ocidental, entre o Mar Mediterrâneo, a Síria, a Fenícia e o deserto da Arábia. Seu solo era banhado pelo Rio Jordão. Hoje, a maior parte do território da antiga Palestina é ocupada por Israel. Palestina quer dizer “Terra Prometida“.

A Idade Antiga

A história da palestina, na verdade, diz respeito à história dos hebreus, povo que lá viveu entre 2000 a.C. e 70 d.C., enfrentando secas, dominações estrangeiras e até mesmo a expulsão de sua própria terra. A principal fonte histórica sobre o povo hebreu é a Bíblia, no Antigo Testamento. A grande contribuição foi a religião monoteísta, o judaísmo.

A principal fonte histórica da civilização hebraica é a Bíblia, no Antigo Testamento (que conta história dos hebreus desde a criação do mundo por Deus).
A principal fonte histórica da civilização hebraica é a Bíblia, no Antigo Testamento (que conta história dos hebreus desde a criação do mundo por Deus).

A organização política dos hebreus baseou-se na liderança de três tipos de governantes em três fases distintas: o governo dos patriarcas, o governo dos juízes e dos reis.

Os patriarcas eram chefes tribais, em geral os mais velhos e experientes das tribos, considerados verdadeiros “pais” da comunidade. Chefiados por Abraão, primeiro patriarca do povo hebreu, saíram de Ur, cidade da Mesopotâmia e foram para a Palestina. Estabeleceram-se aí por muito tempo, até que a região sofreu uma prolongada seca, e os hebreus emigraram para o Egito, país onde foram perseguidos e escravizados.

Por volta de 1250 a.C., o patriarca Moisés chefiou os hebreus em sua fuga do Egito para a Palestina. Esse episódio ficou conhecido como Êxodo. Segundo a Bíblia, foi durante o Êxodo, no deserto do Sinai, que Moisés recebeu de Deus as tábuas da lei, os Dez Mandamentos. É atribuída a Moisés a criação da primeira religião monoteísta da história, o judaísmo.

Representação dos Hebreus deixando o Egito, por David Roberts.
Representação dos Hebreus deixando o Egito, por David Roberts.

Ao chegar à Palestina, os hebreus enfrentaram os outros povos que habitavam a região, os cananeus e os filisteus. Nessa fase de conflitos, entre 1200 a.C. e 1010 a.C., a chefia dos hebreus ficou nas mãos dos juízes, que eram líderes religiosos, políticos e militares. Para tentar solucionar os conflitos sociais de então, os hebreus adotaram a monarquia como forma de governo.

Os reis governaram a Palestina de 1010 a.C. até 70 d.C. Durante esse período, destacaram-se alguns reis como Saul, Davi e Salomão. Temos de assinalar também que alguns acontecimentos do período alteraram a unidade política do povo hebreu: a divisão do reino em duas partes, uma ao norte (o Reino de Israel) e outra ao sul (o Reino de Judá); a dominação dos hebreus pelos neobabilônios, fato conhecido como o Cativeiro da Babilônia; a dominação dos persas, macedônios e romanos. Na luta contra os romanos, os hebreus foram vencidos e dispersaram-se pelo mundo, vivendo em várias comunidades onde procuraram preservar a sua cultura (língua e religião) e o ideal de um dia voltar à Terra Prometida (Como a Palestina ficou conhecida).

A economia dos hebreus tinha por base a agricultura, a pecuária e o artesanato. O comércio era bastante limitado, e as transações comerciais eram feitas em pequena escala com os povos vizinhos.

A cultura hebraica teve como fator determinante a religião monoteísta, que norteou a elaboração de uma literatura com características filosóficas e religiosas como, por exemplo, as textos bíblicos do Antigo Testamento.

A religião dos hebreus baseava-se na crença em um único Deus, na imortalidade da alma, no juízo final, nas recompensas e nos castigos após a morte e na vinda do Messias. Para os judeus (seguidores do judaísmo), Jeová (ou Javé) é o único Deus, sem forma, todo-poderoso, justo, criador do céu e da terra, um espírito presente em todos os lugares. Foi do judaísmo que nasceram outras duas religiões monoteístas: o cristianismo e o islamismo.

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