É uma região localizada na Ásia Ocidental ou Oriente Médio, entre dois rios, o Tigre e o Eufrates. Hoje, no Iraque. A palavra mesopotâmia é de origem grega e significa “terra entre rios“.

A Idade Antiga

Essa região é considerada por muitos historiadores como o berço da civilização porque foi lá que surgiram as primeiras cidades, as bases da organização do Estado e o primeiro sistema de escrita. Muitas guerras, invasões e dominações políticas ocorreram na Mesopotâmia e muitos povos lá viveram, entre os quais se destacaram os sumérios, os acádios, os amoritas (ou antigos babilônios), os assírios e os caldeus (ou novos babilônios). Todos estes povos desenvolveram suas culturas num período entre 3500 a.C. e 539 a.C. e enfrentaram fases de grandes prosperidade e predomínio, em toda a região, e fases de declínio, às vezes decorrente de invasões de estrangeiras.

Escultura em pedra representando Hamurabi, um dos mais importantes reis mesopotâmicos.
Escultura em pedra representando Hamurabi, um dos mais importantes reis mesopotâmicos.

A organização política dos povos mesopotâmicos era baseada em cidades-estados, isto é, que tinham um governo próprio. Porém, houve períodos em que uma cidade-estado passava a ser a sede do governo de todo um reino ou de um império. Os sumérios não formaram um império, mas fundaram cidades-estados importantes como Ur, Uruk, Nippur e Lagash. Os acádios dominaram os sumérios, unificaram as cidades-estados e fundaram um império. Na cidade de Babilônia, os amorritas, conhecidos também como babilônios, fundaram o Império Babilônico. O mais famoso rei da Babilônia foi Hamurabi, que teve o mérito de elaborar o primeiro código de leis escritas da história: o Código de Humarabi. Os assírios dominaram os amorritas e fundaram um novo império a partir da região da Assíria, chegando a se expandir até a Fenícia, a Palestina e o Egito. Mas, mesmo com o seu poderio militar, os assírios acabaram dominados pelo caldeus (ou neobabilônios). O principal rei caldeu foi Nabucodonosor, cuja fama se deve em parte à construção dos Jardins Suspensos da Babilônia. Foi Nabucodonosor também que submeteu o povo hebreu à escravidão, fato que ficou conhecido como o “cativeiro da Babilônia”. Por fim, os persas, povo estrangeiro à Mesopotâmia, dominaram os neobabilônios em 539 a.C. que, no desenrolar da história foram conquistados por gregos, romanos e árabes.

A economia na Mesopotâmia desenvolveu-se com base na agricultura, na pecuária, no artesanato e no comércio feitas na base da troca de produtos. Para melhor aproveitamento dos rios da região, os povos mesopotâmicos construíram canais de irrigação.

Estela mesopotâmica (imagem gravada em pedra), cerca de 2.600 a.C.
Estela mesopotâmica (imagem gravada em pedra), cerca de 2.600 a.C.

A religião seguida por grande parte dos povos mesopotâmicos era politeísta, não acreditavam na vida além-túmulo, mas acreditavam em gênios, demônios, adivinhações e magia. Alguns deuses representavam forças da natureza como: Anu (deus do céu); Enlil (deus do ar); Sin (deusa da Lua); Ea (deusa da água) etc. Os sacerdotes eram os administradores da religião e dos templos e donos de grandes sabedoria.

Algumas áreas do conhecimento foram desenvolvidas pelos povos da Mesopotâmia, como por ex.: a escrita, a literatura e as ciências.

A escrita cuneiforme foi criada pelos sumérios e era gravada em placas de argila mole. Esse sistema de escrita, o primeiro da história, surgiu da necessidade de se registrar a contabilidade dos templos.

Na literatura, destaca-se a obra Epopeia de Gilgamesh, que narra as aventuras do personagem-título para conhecer o segredo da imortalidade.

As ciências desenvolvidas na Mesopotâmia foram:

  • Astronomia – utilizando-se das torres dos templos para observar o céu, os sacerdotes previram eclipes, distinguiram os movimentos dos planetas, dividiram o tempo em meses, semanas, dias, horas e segundos. Deram também origem à astrologia;
  • Matemática – além da álgebra inventaram medidas de comprimento, capacidade e peso;
  • Direito – o Código de Hamurabi foi o primeiro conjunto de leis escritas da história. Caracteriza-se pelo rigor das leis do tipo “pena de talião” (olho por olho, dente por dente), pela desigualdade social e jurídica.
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