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A Grécia era uma país localizado no sul da Europa na Península Balcânica e com várias ilhas espalhadas nos mares Jônio e Egeu. Foi no território grego que floresceu uma brilhante civilização cuja herança cultural até hoje exerce influência no mundo. Atualmente a Grécia situa-se no mesmo território ocupado na Antiguidade e sua capital é Atenas.

A Idade Antiga

A história da Grécia antiga está dividida em quatro períodos:

  • Período Homérico, do século XV ao século VIII a.C.;
  • Período Arcaico, do século VIII ao século VI a.C.;
  • Período Clássico, do século VI ao século IV a.C.;
  • Período Helenístico. do século IV ao século I a.C.

Período Homérico

Esse período foi assim chamado porque as principais fontes históricas para seu estudo são os poemas épicos Ilíada e Odisseia, atribuídos ao poeta Homero, que relatam feitos heroicos dos primeiros gregos e a Guerra de Troia.

Foi durante esse período que o território grego foi invadido por quatro povos, formadores do povo grego: aqueus, jônios, eólios e dórios. Sendo pastores seminômades, esses povos formaram comunidades chamadas genos, conjuntos de famílias que tinham um antepassado comum, isto é, seus membros eram ligados por laços de parentescos. Nos genos não havia propriedade privada, comércio ou moeda. Os bens pertenciam a todos, e o trabalho era coletivo. O chefe dos genos era, em geral, o membro mais velho e experiente, o “pai da família”.

Mas esse tipo de vida comunitária durou por um certo tempo e aos poucos as bases de sustentação e funcionamento dos genos desapareceram e deram lugar a outra organização social, econômica e política. Entre as principais causas do fim dos genos estava o crescimento da população não acompanhado pelo aumento da produção, o que acabou gerando uma crise social. Muitos membros dos genos dedicaram-se a atividades econômicas alternativas, como o artesanato ou apropriando-se dos bens coletivos, tornando-os particulares. Assim, surgia a propriedade privada e a desigualdade social entre proprietários de terras e não-proprietários camponeses. O fim das comunidades gentílicas trouxe também a escravidão e o estabelecimento das cidades-estados gregas.

Período Arcaico

Esse período caracterizou-se pela formação das cidades-estados e a expansão colonialista grega em vários lugares do mundo antigo.

A pólis (cidade-estado grega) era um centro político, religioso, econômico e social que também abrangia as terras e os campos vizinhos onde trabalhavam os escravos e os camponeses pobres. Algumas das antigas pólis gregas foram Tebas, Megara, Olímpia, Argos e Messênia. Mas as duas cidades-estados que mais se destacaram foram Esparta e Atenas.

Em Esparta, cidade-estado fundada pelos dórios, a política baseava-se numa diarquia – governo de dois reis, auxiliados por alguns órgãos políticos, como: a Gerúsia, formada pelos dois reis e um Conselho de Anciãos, tinha caráter administrativo, judiciário e legislativo; a Ápela, formada por cidadãos espartanos com mais de 30 anos, tinha caráter eletivo e aprovava ou não as leis propostas pela Gerúsia; o Conselho dos Éforos, formado por cinco membros eleitos pela Ápela, tinha muito poder e controlava praticamente toda a vida na cidade.

A sociedade espartana dividia-se em camadas distintas, a saber: os esparciatas, cidadãos espartanos que estavam permanentemente à disposição do governo em épocas de paz ou de guerra; os periecos, homens livres, dedicados aos comércio e ao artesanato, não tinham direitos políticos; os hilotas, servos presos à terra e escravos do governo espartano.

Esparta era uma cidade militarista, com uma cultura direcionada aos combates em guerras. Os meninos desde muito cedo eram educados para exercer funções militares e as meninas preparadas para ser mães de crianças fortes e sadias e boas esposas de soldados espartanos.

Em Atenas, cidade-estado fundada pelos jônios, a política baseava-se em governos diversos que vigoraram em alguns períodos: a monarquia, exercida por um rei; a oligarquia, cujo poder estava nas mãos dos nobres que compunham o Arcontado; a tirania, exercida por reformadores sociais que colocaram um fim aos abusos da nobreza sobre os camponeses; a democracia, criada por Clístenes, que lançou o princípio da isonomia, isto é, “todos os cidadãos têm o mesmo direito perante a lei” e que atingiu seu apogeu sob o comando de Péricles, no século V a.C. Aqui, vale a pena esclarecer que, apesar da palavra democracia significar “poder do povo”, o povo ateniense não participava das decisões políticas em sua totalidade, pois mulheres, estrangeiros e escravos eram marginalizados e não tinha direitos políticos.

O Partenon em Atenas, um dos mais impressionantes exemplos da arquitetura grega.
O Partenon em Atenas, um dos mais impressionantes exemplos da arquitetura grega.

A sociedade ateniense dividia-se em camadas sociais distintas, a saber: os eupátridas, cidadãos atenienses, tinham direitos políticos e faziam parte da minoria da população; os metecos, estrangeiros que moravam em Atenas, pagavam impostos e não tinham direitos políticos; os escravos, maioria da população, exerciam os trabalhos braçais na zona rural e na zona urbana.

Atenas era uma cidade comercial e aberta, com uma cultura direcionada para a formação de bons cidadãos. Os meninos recebiam uma educação baseada na leitura, na escrita e nas operações aritméticas, mas também estudavam música e literatura. Cuidavam da educação física e prestavam o serviço militar.

Foi no período Arcaico que teve início a expansão colonialista grega. Isso se explicava por vários motivos: o aumento da população, a necessidade de se obter alimentos suficientes para todos, a busca da liberdade em outros lugares para escapar da escravidão por dívidas, a ampliação de mercados consumidores dos produtos do artesanato grego e a busca de melhores condições de vida, principalmente para os camponeses muito pobres. Entre as principais consequências da colonização grega temos: a fundação de cidades, como por exemplo, Marselha (na atual França), Bizâncio (na atual Turquia) e Nápoles (na atual Itália); a expansão do comércio marítimo e a difusão da cultura grega.

Período Clássico

Esse período foi caracterizado por muitas guerras internas e externas e assinalou fases de grandes desenvolvimento das duas maiores cidades-estados, Atenas e Esparta.

As principais guerras desse período foram:

As Guerras Médicas ou Greco-Pérsicas, entre gregos e persas. O avanço dos persas pelo mundo antigo e a ampliação do Império Persa sob os reis Dario e Xerxes levaram às lutas contra os gregos na tentativa de conquistá-los. Mas, após muitas batalhas ocorridas no século V a.C., os gregos foram vitoriosos e a ameaça persa foi afastada.

A Guerra do Peloponeso, conflito interno entre várias cidades-estados, comandadas por Atenas e Esparta que disputavam a hegemonia da Grécia. Após inúmeras lutas, ora lideradas por Atenas, ora por Esparta, a guerra acabou dando vitória a Esparta. Porém, outros conflitos ocorreram após o fim da Guerra do Peloponeso, dessa vez de Tebas contra Esparta. Saindo vencedora, Tebas comandou o mundo grego durante alguns anos, até que, abalados por tantas guerras e por consequentes crises econômicas, os gregos foram conquistados e dominados pelos macedônios.

Período Helenístico

Esse período foi caracterizado pela dominação macedônica no mundo grego. O Império Macedônio teve dois grandes líderes político-militares que com seus exércitos dominaram a antiga Grécia: os reis Felipe II e seu filho Alexandre Magno.

A Macedônia era um país vizinho da Grécia, mas ampliou seu território para muito além das fronteiras gregas. Sob o comando de Alexandre Magno, o Império Macedônico expandiu-se ao conquistar o Império Persa, a Fenícia, o Egito e parte da Índia. Alexandre Magno, ao conquistar povos estrangeiros, procurava respeitar suas culturas e eliminar as diferenças e desigualdades que houvesse entre eles. Dessa forma, o jovem imperador macedônico deu condições para que traços das culturas orientais se misturassem aos da cultura grega e dessa mistura nasceu o que se chamou de cultura helenística (fusão da cultura helênica [grega] com a cultura oriental).

Após a morte de Alexandra, o Império Macedônico foi dividido entre chefes militares que não conseguiram manter a sua unidade territorial e política. Por isso, o Império Macedônico (inclusive a Grécia) foi conquistado e dominado pelos romanos entre os séculos II e I a.C.

A cultura grega

A religião grega era politeísta antropomórfica, isto é, os gregos acreditavam em muitos deuses (e deuses) que tinham a forma humana. Seu comportamento também apresentava características humanas, pois as divindades gregas era amorosas, invejosas, iradas, alegres, sensuais e vingativas. Os gregos também acreditavam na existência de heróis ou semideuses que, como os deuses, participavam de muitas histórias e lendas transmitidas de geração e geração, em toda a antiga Grécia. A grande e única diferença entre os deuses gregos e os homens era a imortalidade. Todas essas crenças constituíam aquilo que se chamou de mitologia grega.

Alguns deuses gregos eram: Zeus (governava os deuses do Olimpo e protegia a Grécia), Hera (esposa de Zeus, protegia as mulheres e as mães), Atena (deusa da sabedoria), Apolo (deus da luz e da saúde), Afrodite (deusa do amor), Poseidon (deus dos mares) etc.

Pintura retratando os deuses gregos reunidos. Zeus está à direita, sentado.
Pintura retratando os deuses gregos reunidos. Zeus está à direita, sentado.

O Olimpo era uma montanha da Grécia, e os gregos acreditavam que os deuses habitavam o seu cume e lá faziam reuniões para discutir os rumos do mundo.

As Olimpíadas eram competições esportivas periódicas, realizadas em homenagem aos deuses, era organizadas na cidade de Olímpia, onde havia templos dedicados a Zeus e Hera. Alguns jogos olímpicos praticados pelos atletas gregos eram: corrida, pugilismo, luta livre, lançamento de dardos e de disco.

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