A Fenícia era uma estreita faixa de terra, localizada na Ásia Ocidental, entre as montanhas do Líbano e o Mar Mediterrâneo. Hoje em dia, a antiga Fenícia é ocupada pelo Líbano em sua maior parte.

A Idade Antiga

A organização política fenícia estava baseada em cidades-estados. Os governantes eram, às vezes, comerciantes ricos, que constituíam a camada social mais poderosa do local. Outras vezes, quem governava era um rei apoiado por sacerdotes, comerciantes, um conselho de anciãos e magistrados, conhecidos como sufetas. Algumas cidades-estados fenícias que se destacaram também como portos marítimos foram Biblos, Sidon, Tiro e Ugarit.

A principal base da economia fenícia era o comércio marítimo. O solo montanhoso e não muito propício à agricultura levou os fenícios a se lançar ao mar, no caso o Mediterrâneo, e tornarem-se grandes comerciantes marítimos, talvez os maiores de toda a Antiguidade. Exportavam vidros, madeira (cedro), tecidos, estatuetas e espelhos. Importavam incenso, mirra, ouro, marfim e perfumes. Os fenícios foram grandes construtores navais.

Pintura egípcia de 1400 a.C. mostrando embarcação fenícia.
Pintura egípcia de 1400 a.C. mostrando embarcação fenícia.

A religião fenícia era politeísta, e cada cidade tinha o seu deus oficial (Baal). Era comum os fenícios fazerem sacrifícios humanos em nome da religião.

A principal contribuição cultural dos fenícios foi o alfabeto. Criaram 22 letra, todas elas consoantes. Os gregos introduziram as vogais ao alfabeto fenício, que serviu de base aos alfabetos latino, aramaico e russo, entre outros.

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