A ilha de Creta localiza-se no Mar Mediterrâneo, ao sul da Grécia, no continente europeu. Creta abrigou uma das mais desenvolvidas civilizações do mundo antigo: a civilização cretense, também conhecida como civilização minoica.

Os cretenses habitavam a ilha desde a Pré-História e desenvolveram sua cultura entre 3000 e 1400 a.C., quando foram invadidos pelos aqueus e em seguida pelos dórios. Essas invasões levavam a civilização cretense à decadência.

A organização política cretense estava baseada na monarquia absoluta. O rei de Creta ou de Cnossos, sua capital, era chamado de minos, de onde vem o nome minoica. Era respeitado, acumulava poderes políticos e e religiosos e morava no Palácio de Cnossos, cujas ruínas podem ser visitadas hoje em dia por quem viaja até Creta.

Vista do palácio de Cnossos.
Vista do palácio de Cnossos.

A sociedade cretense era igualitária, quase não havendo diferenças entre as classes sociais. As mulheres tinham direitos iguais aos dos homens. Os cretenses eram refinados e elegantes, apreciavam a música, a dança, os jogos acrobáticos e os esportes. As touradas, o boxe, as lutas e as corridas eram os esportes preferidos desse povo.

A economia cretense baseava-se na agricultura, no artesanato e no comércio marítimo.

A religião era politeísta matriarcal. Adoravam uma deusa chamada de Grande Mãe, símbolo da fertilidade e protetora da agricultura. Veneravam outras divindades como algumas plantas, o touro e o minotauro, ser fantástico com corpo humano e cabeça de animal. Praticavam o culto aos mortos, que eram enterrados com alimentos, ferramentas e objetos de adorno. As sacerdotisas substituíam os sacerdotes na religião cretense.

Nas ciências os cretenses desenvolveram conhecimentos de matemática e engenharia, testemunhados pela arquitetura dos palácios equipados com banheiros e canalização de água e esgoto.

A civilização cretense teve grande influência na formação da cultura grega.

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