O Império Romano do Oriente foi chamado de Império Bizantino. Surgiu no período de decadência do Império Romano, e sua capital era Constantinopla, antiga colônia grega de Bizâncio.

Enquanto o Império Romano do Ocidente terminava sucumbindo às invasões bárbaras, no século V, o Império Bizantino continuou e teve uma duração relativamente longa, do século IV ao XV. Em 1453, Constantinopla foi invadida pelos turcos otomanos, fato que pôs fim à chamada civilização bizantina.

Constantinopla localizava-se às margens do estreito de Bósforo entre o Mar Negro e o Mar Egeu, verdadeiro ponto de passagem entre a Europa e a Ásia. Por causa de sua localização privilegiada, o comércio desenvolveu-se bastante e tornou-se a principal atividade econômica do Império Bizantino.

A forma do governo bizantino era a monarquia e seus reis, intitulados imperadores, exerciam poderes absolutos. Um dos grandes imperadores bizantinos foi Justiniano (imagem abaixo), que aumentou o tamanho do império e realizou grandes obras administrativas, como a revisão e a codificação do Direito Romano e a construção da igreja de Santa Sofia em Constantinopla (atual Istambul). O imperador tinha o poder temporal e espiritual, isto é, chefiava tanto o Estado como a religião cristã. A isso chamamos de cesaropapismo. Justiniano acumulou tantos poderes que se acabou tornando uma ameaça à autoridade do Papa, que deveria ser o supremo comandante do catolicismo universal. As brigas entre o imperador bizantino e o Papa tiveram como consequência o Cisma do Oriente, em 1054, cujo resultado foi a divisão da cristandade em duas igrejas:

  • Igreja Católica Apostólica Romana, com sede em Roma, sob a autoridade do Papa;
  • Igreja Católica do Oriente ou Ortodoxa, com sede em Constantinopla.
San Vital, o cortejo de Justiniano, o maior imperador do Império Bizantino.
San Vital, o cortejo de Justiniano, o maior imperador do Império Bizantino.

A cultura bizantina desenvolveu-se bastante na arquitetura, na escultura e na pintura.

A mais importante construção arquitetônica foi a igreja de Santa Sofia, com sua enorme cúpula. Após a invasão dos turcos em Constantinopla, essa igreja tornou-se uma mesquita (templo muçulmano).

A escultura baseava-se em temas religiosos e faziam estatuetas de marfim, ouro e vidro.

A pintura retratava ícones (figuras de santo) em metal, madeira dourada ou em mosaicos.

Merece comentários também a idealização de um alfabeto por dois monges bizantinos, Cirilo e Metódio. Esse alfabeto chamou-se cirílico.

COMPARTILHE

Faça seu comentário