O Período Regencial, ou Regência, foi uma fase, digamos, de transição na vida política do País, uma vez que deveria ocorrer enquanto o legítimo herdeiro do trono brasileiro, D. Pedro de Alcântara, não completasse a maioridade, aos 18 anos.

As principais fases desse período foram:

  • Regência Trina Provisória (durante alguns meses de 1831);
  • Regência Trina Permanente (de 1831 a 1835);
  • Regência Una (do Padre Diogo Antonio Feijó – 1835 a 1837 – e de Pedro de Araújo Lima – 1837 a 1840).
O padre Diogo Antônio Feijó foi um dos regentes do Império que gerenciaram o país após a abdicação de D. Pedro I.
O padre Diogo Antônio Feijó foi um dos regentes do Império que gerenciaram o país após a abdicação de D. Pedro I.

Deu para perceber que o Brasil, durante a Regência, foi governado por várias pessoas e, por isso, com interesses diversos. Mas alguns objetivos foram comuns a todos os regentes: a manutenção da ordem e da unidade política no País e a defesa dos interesses da classe rica e poderosa dos fazendeiros – a elite rural. E foi em nome desses objetivos que, durante a regência do Padre Feijó, foi criada a Guarda Nacional, um grupo de caráter militar e policial formado para defender a classe dominante.

Mas, mesmo com tais propósitos políticos e características sociais, a Regência teve de enfrentar algumas revoltas em algumas províncias:

  • a Cabanagem, no Pará, entre 1835 e 1840;
  • a Sabinada, na Bahia, entre 1835 e 1838;
  • a Balaiada, no Maranhão, entre 1838 e 1841;
  • a Farroupilha, no Rio Grande do Sul, entre 1835 e 1845.

Com exceção da Revolução Farroupilha, todas as revoltas foram reprimidas pelas forças governamentais. Os revoltosos farroupilhas conseguiram fazer um acordo de paz com o governo (já dirigido por D. Pedro II) e obtiveram algumas vitórias no que desejavam. Isso se explica, talvez, pelo fato de a Revolução Farroupilha ter sido liderada por ricos estancieiros do Rio Grande do Sul sem grande participação das camadas populares.

Diante das dificuldades que o governo da Regência encontrou durante a maior parte do tempo de sua vigência, alguns políticos liberais do País acreditavam que a solução para os problemas nacionais estava na antecipação da maioridade do jovem D. Pedro de Alcântara. Para isso se concretizar esses políticos criaram o Clube da Maioridade e, em 1840, reunidos na Assembleia Nacional, deram o Golpe da Maioridade, pelo qual ficava aprovada a maioridade de D. Pedro de Alcântara com apenas 15 anos incompletos.

Foi assim que, mesmo com pouca idade, o jovem príncipe foi aclamado imperador, com o título de D. Pedro II, em 23 de julho de 1840. Terminava o período regencial e começava o Segundo Reinado.

Coroação de D. Pedro II.
Coroação de D. Pedro II.
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