O governo do presidente Médici foi o mais repressor e autoritário de todos durante o regime militar. Além de promover violenta censura aos meios de comunicação, o governo Médici perseguiu, prendeu e aplicou a pena de morte a todos aqueles que lhe fizessem oposição, mesmo que pacífica. Foi nessa fase que se fez muita propaganda em favor do governo com “slogans”, tais como “Brasil, ame-o ou deixe-o”, “Ninguém segura este País” ou “Pra frente Brasil”. Foi durante o governo Médici que se iniciaram as construções da rodovia Transamazônica e da Ponte Rio-Niterói e se implantou o MOBRAL (Movimento Brasileiro de Alfabetização). Mas o “milagre brasileiro” na verdade nunca aconteceu de fato e teve alto custo, acarretando o aumento da inflação e da dívida externa brasileira.

O regime militar e a fase ditatorial: de 1964 a 1985
  1. Governo Castelo Branco: de 1964 a 1967
  2. Governo Costa e Silva: de 1967 a 1969
  3. Governo Médici: de 1969 a 1971
  4. Governo Geisel: de 1974 a 1979
  5. Governo Figueiredo: de 1979 a 1985

Na sucessão presidencial, sob o mesmo critério de escolha dos seus antecessores, Médici foi substituído por outro general, Ernesto Geisel.

Posse de Médici. Da direita para a esquerda, o almirante Rademaker, seu vice, e o general Figueiredo, chefe do SNI e futuro presidente da República.
Posse de Médici. Da direita para a esquerda, o almirante Rademaker, seu vice, e o general Figueiredo, chefe do SNI e futuro presidente da República.
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