Embora tivesse um passado político marcado por adesão ao regime militar, o presidente Sarney assumiu com a sociedade brasileira o compromisso de fazer a transição democrática, como havia prometido Tancredo Neves. A principal medida dessa fase foi a convocação de uma Assembleia Constituinte com a finalidade de elaborar uma nova Constituição para o País. Essa assembleia foi composta por membros da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e por isso era também chamada de Congresso Constituinte.

A redemocratização do Brasil: de 1985 aos dias de hoje
  1. Governo José Sarney: de 1985 a 1990
  2. Governo Collor: de 1990 a 1992
  3. Governo Itamar Franco: de 1992 a 1994
  4. Governo Fernando Henrique: de 1994 a 2003
  5. Governo Lula: de 2003 a 2011
  6. Governo Dilma Rousseff: de 2011 aos dias de hoje

No plano econômico, o Governo Sarney propunha-se a retomar o crescimento econômico do País, reduzir o desemprego e a inflação. Para alcançar esses objetivos, o presidente Sarney lançou o Plano Cruzado, o Plano Cruzado II, o Plano Bresser e o Plano Verão. Eram verdadeiros “choques econômicos” que deram resultados apenas momentâneos, mas não conseguiram solucionar os graves problemas do País, pois a inflação continuou em alta, a dívida externa cada vez maior e o déficit público (dívida interna do governo) muito elevado.

Finalmente, após quase trinta anos, ocorreram no Brasil eleições diretas para Presidente da República, em 15 de novembro de 1989 (o primeiro turno) e em 17 de dezembro de 1989 (o segundo turno). A disputa final (segundo turno) ficou entre os dois candidatos com o maior número de votos: Fernando Collor de Mello (PRN – Partido de Reconstrução Nacional) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT – Partido dos Trabalhadores). Na apuração final, o vencedor foi Fernando Collor, que tomou posse do governo em 15 de março de 1990.

José Sarney, ex-Presidente da República.
José Sarney, ex-Presidente da República.
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