Durante o governo do presidente Geisel ocorreu um certo “relaxamento” do regime autoritário, em função de sua proposta de garantir ao País a abertura democrática num processo gradual, lento e seguro, conforme suas próprias palavras. Contudo, os militares de linha dura, que eram favoráveis à repressão severa, não estavam satisfeitos com a nova postura menos radical do General Geisel e continuaram a agir com violência. Dois fatos exemplificam a situação: a prisão e a morte em São Paulo, no II Exército, do jornalista Vladimir Hersog e do operário Manuel Fiel Filho (entre 1975 e 1976). O presidente Geisel, diante dos fatos, exonerou o comandante do II Exército numa tentativa de colocar fim àqueles tipos de recurso para combater os suspeitos de subversão.

O regime militar e a fase ditatorial: de 1964 a 1985
  1. Governo Castelo Branco: de 1964 a 1967
  2. Governo Costa e Silva: de 1967 a 1969
  3. Governo Médici: de 1969 a 1971
  4. Governo Geisel: de 1974 a 1979
  5. Governo Figueiredo: de 1979 a 1985

Algumas obras de grande vulto iniciaram-se durante esse governo: a exploração do minério de ferro da Serra dos Carajás, a construção de usinas hidrelétricas como Itaipu, Sobradinho e Tucuruí, a assinatura de acordos nucleares com a Alemanha para instalação de reatores nucleares no Brasil. Apesar de tudo isso, o País teve de continuar a enfrentar alguns problemas que se tornavam ainda mais críticos: o aumento da inflação e da dívida externa e o desequilíbrio da balança comercial (importávamos mais do que exportávamos).

A sucessão presidencial, dessa vez, ocorreu mediante eleição no Colégio Eleitoral, e não por indicação de uma Junta Militar.

O general Ernesto Geisel é empossado como presidente do Brasil em 15 de março de 1974.
O general Ernesto Geisel é empossado como presidente do Brasil em 15 de março de 1974.
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