O presidente João Figueiredo teve de enfrentar muitos problemas de ordem social, política e econômica. Uma série de manifestações populares ocorreram para reivindicar a redemocratização do País. Eram sindicatos de trabalhadores, estudantes, jornalistas, membros da Igreja, grupos de empresários que reclamavam pela abertura política. Ocorreram, depois de muitos anos, as primeiras greves operárias contra o achatamento dos salários. Foi nessa ocasião que surgiu o líder sindical metalúrgico Luiz Inácio Lula da Silva, que depois se tornaria presidente do Brasil, em 2003. O regime ditatorial ia cada vez mais se afrouxando diante de tantas pressões, e o presidente Figueiredo decretou a anistia a todos aqueles que tinham sido punidos pela ditadura militar e o fim do bipartidarismo, permitindo o surgimento de novos partidos políticos.

O regime militar e a fase ditatorial: de 1964 a 1985
  1. Governo Castelo Branco: de 1964 a 1967
  2. Governo Costa e Silva: de 1967 a 1969
  3. Governo Médici: de 1969 a 1971
  4. Governo Geisel: de 1974 a 1979
  5. Governo Figueiredo: de 1979 a 1985

Vendo-se fortalecidos, os grupos de oposição promoveram em 1984 a campanha das “Diretas Já”, que exigia eleições diretas para Presidente da República. Mas as novas eleições processaram-se ainda de modo indireto, e o Colégio Eleitoral elegeu dois civis em 1985 para os cargos de Presidente e Vice-Presidente: Tancredo Neves e José Sarney.

Praça da Sé, São Paulo, 1984: uma imagem da mobilização do país pelas Diretas Já.
Praça da Sé, São Paulo, 1984: uma imagem da mobilização do país pelas Diretas Já.

No setor econômico, os antigos problemas do Brasil acentuaram-se, tais como a dívida externa, o desemprego, a alta inflação e a desigual distribuição de renda. Era um tempo de uma grave crise social e econômica e até hoje vivemos suas consequências.

Geisel transmite a faixa presidencial ao seu sucessor, general João Baptista Figueiredo.
Geisel transmite a faixa presidencial ao seu sucessor, general João Baptista Figueiredo.

A eleição (ainda indireta) de Tancredo Neves para a Presidência da República levou o povo a um clima de otimismo quanto ao futuro do País, já que o regime militar chegava ao fim, e um civil, vinculado às oposições políticas (Tancredo era do PMDB), passaria a governar em um regime mais aberto, mais democrático. Mas Tancredo Neves, às vésperas de assumir o cargo, adoeceu e faleceu sem tomar posse. O Vice-Presidente, José Sarney, assumiu o cargo de Presidente até o fim de seu mandato, em 1990. Iniciava-se na história do Brasil a fase de redemocratização.

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