As propostas principais do Governo Collor tinham o intuito de acabar com a corrupção entre os altos funcionários públicos e combater a hiperinflação. Para atingir esses objetivos, o Presidente tomou algumas medidas muito drásticas, tais como: o bloqueio de contas correntes e aplicações financeiras existentes no sistema bancário, o congelamento dos preços, o fechamento de diversas empresas estatais, o início do processo de privatização da economia, a extinção da moeda então vigente, o cruzado, e a volta do cruzeiro.

A redemocratização do Brasil: de 1985 aos dias de hoje
  1. Governo José Sarney: de 1985 a 1990
  2. Governo Collor: de 1990 a 1992
  3. Governo Itamar Franco: de 1992 a 1994
  4. Governo Fernando Henrique: de 1994 a 2003
  5. Governo Lula: de 2003 a 2011
  6. Governo Dilma Rousseff: de 2011 aos dias de hoje

Com essas medidas, a hiperinflação ficou controlada, mas à custa de uma grave recessão econômica (desemprego, queda na produção industrial e no faturamento do comércio etc.).

Paralelamente às medidas tomadas para combater os problemas do País, o presidente Collor sofreu uma série de denúncias por parte de seu irmão Pedro Collor, acusando o seu governo de corrupção e de inúmeras irregularidades, entre as quais a sonegação fiscal. Para apurar os fatos e julgar a veracidade de tais acusações foi instalada uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que acabou por incriminar o Presidente. Abria-se assim o processo de impeachment (impedimento).

Cena de manifestação popular pedindo o afastamento de Collor, movimento que se espalhou pelo País em 1992.
Cena de manifestação popular pedindo o afastamento de Collor, movimento que se espalhou pelo País em 1992.

A Câmara dos Deputados já havia aprovado o processo de afastamento do Presidente e, antes de ser julgado pelo Senado, Collor apresentou a sua renúncia. Mesmo assim, seus direitos políticos foram cassados por oito anos. Em seu lugar assumiu o vice-presidente Itamar Franco.

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