Ao iniciar a colonização do Brasil, Portugal precisava de recursos para a manutenção de seu poderio sobre a colônia. Para evitar maiores gastos, o governo português transferiu as despesas da colonização para pessoas particulares de sua confiança. Com esse propósito, Portugal criou o sistema de governo na colônia chamado de capitanias hereditárias. Por esse sistema de governo, a colônia ficava dividida em lotes de terras doados a seus respectivos governantes, os donatários. Caso o donatário morresse, seus descendentes (filhos, netos) assumiriam o controle da capitania. Esse acordo ficava firmado e regulamentado por dois documentos: a carta de doação e a carta foral. A carta de doação dava a posse hereditária da capitania, sem, contudo, dar direito de propriedade ao donatário. Este era dono apenas de algumas terras da capitania. A carta foral firmava os direitos e os deveres dos donatários e daí se deduziam os direitos e os deveres do rei de Portugal. O objetivo principal desse documento era a exploração econômica da colônia, já que estabelecia regras para a distribuição e cultivo de terras (sesmarias), a escravização do índio, sobre os lucros obtidos com os produtos da terra, a cunhagem de moedas etc. É lógico que a “melhor parte do bolo” ficava para Portugal, já que as despesas com a colonização saíam dos bolsos dos donatários.

A organização política da colônia
  1. As capitanias hereditárias
  2. O Governo Geral

Mas esse sistema de governo não teve o sucesso esperado. Isso se explica porque os donatários não tinham dinheiro suficiente para cobrir as despesas, os índios resistiram à escravidão e a comunicação entre donatários e autoridades de Portugal tornava-se difícil por causa da distância geográfica entre a colônia e a metrópole.

Somente as capitanias de São Vicente e de Pernambuco progrediam, porque conseguiam lucros com a produção do açúcar.

Engenho de açúcar no Brasil Colônia.
Engenho de açúcar no Brasil Colônia.
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