Em consequência da Rebelião do Porto, D. João VI perdera muitos poderes porque, a partir daquele movimento liberal, o país passou a ser governado pelas Cortes de Lisboa, principais representantes da burguesia portuguesa.

Na tentativa de recuperar os gastos feitos durante as guerras napoleônicas e a perda do monopólio sobre o comércio brasileiro, as Cortes queriam, na verdade, recolonizar o Brasil e passaram a exigir a volta de D. Pedro a Portugal.

Aqui no Brasil, o Príncipe Regente D. Pedro contava com o apoio dos grandes proprietários de terra para desobedecer às ordens lusitanas. Essa elite rural brasileira não queria perder os privilégios econômicos adquiridos com a abertura dos portos em 1808, e muito menos as liberdades administrativas conseguidas desde 1815 com a elevação do Brasil a Reino Unido a Portugal e Algarves. E foi com o apoio dessa elite rural que D. Pedro recebeu um documento com mais ou menos 8 mil assinaturas, pedindo-lhe que permanecesse no Brasil. Esse pedido foi aceito pelo Príncipe Regente em 9 de janeiro de 1822. Esse dia é conhecido como o dia do “Fico”. Alguns meses depois, D. Pedro, aconselhado por José Bonifácio de Andrade e Silva, resolveu que nenhuma ordem de Portugal seria obedecida sem a sua autorização. Diante da postura firme de D. Pedro em desobedecer a Portugal e tomar decisões próprias, foi-lhe dado o título de “Defensor Perpétuo do Brasil” pela classe dos proprietários de terra, identificados com as propostas do Príncipe Regente.

No dia 9 de janeiro de 1822, D. Pedro, declara ao público: "Se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, estou pronto! Digam ao povo que fico.".
No dia 9 de janeiro de 1822, D. Pedro, declara ao público: “Se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, estou pronto! Digam ao povo que fico.”.

Finalmente, em 7 de setembro de 1822 foi proclamada a Independência do Brasil. Isso significa apenas uma ruptura com o sistema colonial, pois atingia apenas a liberdade comercial e administrativa. A nação brasileira continuava dependente não mais de Portugal, mas sim da Inglaterra, que, desde a abertura dos portos, passara a ditar as regras do jogo econômico no País. E as injustiças sociais continuaram, uma vez que a escravidão se manteve como regime de trabalho.

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