A ocupação do território brasileiro deu-se inicialmente na faixa litorânea. Isso se explica pela imposição do Tratado de Tordesilhas e pela conveniência de povoar e explorar o território nas regiões fornecedoras de bens materiais lucrativos à Coroa portuguesa: as matas de onde se extraía o pau-brasil e a cana-de-açúcar, cultivada em solo de massapê e sob clima quente e úmido.

A partir do momento em que os produtos explorados na colônia passaram a gerar menos lucros e sofrer concorrência de produtores mais bem equipados (por ex., os holandeses com seu açúcar antilhano), Portugal resolveu destinar verbas para expedições que fossem para o interior do Brasil. Essas expedições eram as entradas, que tinham como principal finalidade encontrar ouro. As entradas expedições oficiais e, desde o período pré-colonial, vinham acontecendo.

Acima, ilustração representando bandeirantes exterminando índios com arcabuzes, pesadas armas de fogos que foram as mais usadas na destruição das missões.
Acima, ilustração representando bandeirantes exterminando índios com arcabuzes, pesadas armas de fogos que foram as mais usadas na destruição das missões.

Porém, a partir do século XVII, outros tipos de expedições foram organizadas e financiadas por grupos particulares: eram as bandeiras. Seus componentes eram os bandeirantes, que, a pé ou a cavalo, viajavam para o interior do Brasil, além da linha de Tordesilhas. As bandeiras eram formadas por pessoas de todos os tipos, brancos, índios e mestiços, e tinha como ponto de partida a vila de São Paulo.

Houve quatro tipos de bandeirismo:

  • o apresador, encarregado de caçar índios para serem vendidos como escravos;
  • o prospector, encarregado de procurar metais preciosos;
  • o sertanismo de contrato, encarregado de combater grupos de índios e negros resistentes à dominação da colonização;
  • as monções, encarregadas, por via fluvial, de abastecer as necessidades dos grupos mineradores.

Entre as consequências do bandeirismo, podemos citar: o povoamento do território brasileiro no interior, o desenvolvimento do comércio e da pecuária nas regiões ocupadas pelas bandeiras, o nascimento de vilas e cidades em Minas Gerais, São Paulo, Goiás e Mato Grosso, o início de nova atividade econômica na colônia – a mineração de ouro e diamante – e a matança indiscriminada de populações indígenas.

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