Durante a década de 20, a estrutura política das oligarquias de São Paulo e Minas Gerais que, desde fins do século XIX, comandavam o País, começou a ser questionada por algumas revoltas cujos líderes eram membros do Exército brasileiro.

Eram as revoltas dos tenentes, que reivindicavam, entre outras coisas, o fim do voto de cabresto e maior participação daqueles jovens militares na vida política do País.

Alguns desses movimentos tenentistas merecem destaque: a Revolta do Forte de Copacabana, a Revolução de 1924 e a Coluna Prestes. Essas revoltas, de certa forma, refletiam a insatisfação da maioria da população, que até aquele momento estava à margem das decisões políticas, tanto dos governos estaduais como do governo federal.

Outros sinais de crise na República Velha foram o rompimento do acordo político entre São Paulo e Minas Gerais (a política do café com leite) e a formação de um outro grupo político, a Aliança Liberal, representante dos interesses de outros Estados, como Rio Grande do Sul e Paraíba. A Aliança Liberal acabou por disputar a eleição presidencial de 1930 apoiando Getúlio Vergas, gaúcho, e João Pessoa, paraibano, candidatos aos cargos de Presidente e Vice-Presidente. O candidato da situação, apoiado pelo Presidente Washington Luís, era Júlio Prestes e, mais uma vez, representava os interesses da oligarquia cafeeira.

Os líderes da Coluna Prestes.
Os líderes da Coluna Prestes.

O programa política da Aliança Liberal propunha algumas reformas para o País, tais como o voto secreto, as leis trabalhistas e o incentivo à industrialização. Mas, no final das contas, quem venceu as eleições foi o candidato da situação, Júlio Prestes, que, para isso, contou com o apoio de todo aquele sistema eleitoral caracterizado pela corrupção, pela fraude e pela submissão dos eleitores às vontades políticas dos coronéis. Insatisfeito com os resultados, o grupo de oposição, a Aliança Liberal, denunciou as eleições como fraudulentas. Junte-se a isso o assassinato de João Pessoa, governador da Paraíba e candidato à Vice-Presidente na chapa de Getúlio Vargas. Esse fato foi o estopim de um movimento que colocou por terra o esquema da política do café com leite: a Revolução de 1930.

As causas da Revolução de 30 foram mencionadas anteriormente mas não podemos esquecer que na qualidade de país monocultor e dependente do capital estrangeiro, o Brasil estava passando por uma fase financeira muito difícil, porque os principais compradores de café brasileiro viviam, desde 1929, uma grande crise de proporções mundiais e pararam de comprar o nosso principal produto de exportação. Essa crise econômica mundial ficou conhecida como a crise de 1929.

A Revolução de 1930 colocou um fim ao monopólio do poder político do País exercido por São Paulo e Minas Gerais e suas oligarquias rurais e iniciou uma nova fase na história do Brasil: a fase getulista ou era de Vargas.

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