A preocupação de Portugal com a ocupação territorial do Brasil tornava-se cada vez maior ao longo dos 30 anos do período pré-colonizador, por duas razões: a necessidade de acabar com o contrabando de pau-brasil (feito pelos franceses, por exemplo) e preservar o território brasileiro de outras possíveis invasões de holandeses, ingleses e franceses (todos discordantes do Tratado de Tordesilhas), além do fato de o comércio com o Oriente não estar mais dando os lucros esperados. O Brasil passou a ser visto como a mais promissora fonte de riqueza para os portugueses e por isso passaram a enviar expedições de colonos com os objetivos de povoar e explorar a nova terra, criar vilas, procurar ouro, reconhecer o nosso litoral e combater os estrangeiros que também estivessem “de olho” no Brasil.

A construção de São Vicente e Martin Afonso de Souza, no detalhe.
A construção de São Vicente e Martin Afonso de Souza, no detalhe.

Foi assim que, em 1531, foi enviada ao Brasil a expedição colonizadora de Martim Afonso de Souza, composta de cerca de 400 pessoas. Todos vinham com intuito de “tomar conta” do Brasil. Entre outras coisas, Martim Afonso fundou a primeira vila do Brasil, a Vila de São Vicente, no litoral paulista, no ano de 1532. Além de São Vicente, fundou outros povoados como Santo André da Borba do Campo e Santo Amaro. Ainda na região de São Vicente iniciou o plantio da cana-de-açúcar e instalou o primeiro engenho de açúcar do Brasil, o Engenho São Jorge.

E, a partir da expedição colonizadora de Martim Afonso de Souza, iniciou-se um dos mais longos processos de dominação política e de exploração econômica de Portugal sobre o Brasil, denominado Período Colonial.

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