Introdução

Em qualquer ecossistema, todos os componentes, vivos ou não-vivos, mantêm total equilíbrio entre si, podendo-se falar em sinergia ambiental. O termo sinergia pode ser aplicado ao processo coordenado e integrado de vários fatores na realização de uma função. Alterações no meio podem implicar desequilíbrio no ecossistema e determinar modificações, ocorrendo quebra da sinergia ambiental.

Tanto um organismo como um ecossistema em seu todo têm o poder de se adaptar a pequenas alterações, restabelecendo o equilíbrio. No entanto, modificações bruscas ou violentas normalmente não são compensadas em prazos razoáveis, impondo quebra duradoura do equilíbrio, com reflexos danosos para a saúde do organismo e de todo o ecossistema.

Por motivos didáticos, analisaremos separadamente as alterações bióticas e as abióticas responsáveis pela quebra do equilíbrio ambiental, mas é importante lembrar que nos ecossistemas há interação entre os fatores bióticos e os abióticos.

Alterações bióticas

As principais alterações bióticas que podem provocar desequilíbrio em um ecossistema são representadas pela introdução de espécies ou pela eliminação de espécies.

Introdução de espécies

A natureza, quando em equilíbrio, impõe resistência às populações, de forma que há um controle das densidades populacionais. Dentre os fatores de controle pode-se mencionar competição, predação, parasitismo, restrição de alimento e diminuição de território para reprodução.

Quando introduzimos em um ambiente uma espécie de outro ecossistema ou bioma, essa resistência da natureza pode acabar não ocorrendo, seja por não haver predadores dessa espécie no novo ambiente ou por haver grande oferta de território para reprodução, de alimento farto ou de outros fatores. Isso faz com que a espécie introduzida aumente sua população e provoque desequilíbrios ecológicos.

Existem vários casos de introdução de espécies no Brasil e no mundo, com consequências danosas ao meio.

No Brasil, dentre vários exemplos recentes, há o do molusco conhecido por gigante-africano ou escargot-africano (Achatina fulica), e o do mexilhão dourado.

Extinção de espécies

As espécies podem extinguir-se por processos naturais ou em decorrência da atividade humana, tanto por meio de modificações artificiais impostas ao ambiente como pela ação predatória descontrolada e irresponsável.

A extinção natural sempre ocorreu e continuará ocorrendo, já que é resultado das constantes modificações dos ecossistemas e da seleção adaptativa. Provas evidentes da existência no passado de formas vivas atualmente inexistentes são os fósseis.

Quanto à ação humana no sentido de contribuir para a extinção de espécies, merece ênfase a caçada indiscriminada e criminosa de diversos animais, principalmente daqueles que já encontram grande resistência do meio e apresentam eventualmente baixo potencial biótico. A baleia é um exemplo de animal que vive diante destas duas dificuldades, às quais teve de somar a caça impiedosa imposta pelo ser humano com intenção de lucro.

A ação educativa faz-se necessária aliada à ação fiscalizadora e punitiva. Não se pode permitir que o número de representantes de uma espécie atinja seu limiar, abaixo do qual não há mais poder de recuperação, e a espécie se extinga. Naturalmente esse número mínimo de representantes varia de uma espécie para outra, pois depende de diferentes fatores, sempre relacionados com a resistência do meio e o potencial biótico.

As principais medidas legais de ordem geral que visam à proteção dos animais proíbem sua captura, pesca ou caça em época de reprodução, sua exportação e, em alguns casos, a caça em qualquer época.

Exemplo típico em relação à época de reprodução é a proibição legal da pesca durante a piracema, período em que os peixes sobem os rios para se reproduzir.

Alterações abióticas

Toda e qualquer alteração ocorrida no ambiente, que provoque desequilíbrio e prejudique a vida, é considerada poluição ambiental.

A poluição ambiental pode ser causada tanto pela liberação de energia quanto pela liberação de matéria no ambiente.

Poluição sonora

A poluição gerada pela liberação de energia, como luz, calor e som, é particularmente grave para o ser humano e geralmente observada nas grandes cidades. Afeta principalmente a saúde mental, pois causa irritação, nervosismo, fadiga e outros sintomas relacionados com o sistema nervoso e com os órgãos dos sentidos.

O barulho ou o alto volume de aparelhos de som ou outros aparelhos produz o que chamamos poluição sonora. A curto e a médio prazo esse tipo de poluição provoca irritação nas pessoas, determinando alterações de comportamento; a longo prazo provoca diminuição da audição e até surdez. Por esse motivo danceterias norte-americanas, por exemplo, estão sendo obrigadas a afixar o seguinte aviso: “Aqui você está sujeito a surdez”.

A poluição sonora é um importante fator de desarmonia nas grandes cidades, onde o constante barulho de carros, máquinas, buzinas gera perturbação comportamental e auditiva nas pessoas.

Em certas fábricas o problema da poluição sonora é tão grave que os funcionários precisam usar protetores auditivos para onerar determinadas máquinas barulhentas. Se não se protegerem, podem ficar surdos em curto espaço de tempo.

Poluição térmica

O aumento da temperatura do ar ou da água, provocando alteração no meio, é denominado poluição térmica. Em certos lagos e mares o aumento da temperatura deve-se principalmente à ação de usinas elétricas e atômicas, pelo uso de sistemas de resfriamento dos reatores durante a geração de eletricidade.

Os efeitos mais graves da poluição térmica são sentidos na água. A elevação da temperatura propicia o desenvolvimento de fungos e bactérias, muitos dos quais causam doenças em peixes e em outros organismos, aumentando a taxa de mortalidade.

Outro importante efeito do aumento da temperatura é a diminuição do teor de O2 dissolvido na água (quanto mais quente, mais o O2 é perdido para o ar). Com isso, os organismos que dependem do Opara sua respiração não conseguem sobreviver.

Poluição do ar

A poluição do ar pode ser causada pelo aumento do gás carbônico, como já comentamos ao falarmos do efeito estufa, pela introdução de partículas que ficam em suspensão no ar e pela introdução de gases poluentes tais como monóxido de carbono (CO), dióxido de enxofre (CO2), ozônio (O3), dióxido de nitrogênio (NO2) e hidrocarbonetos, liberados por diversos agentes poluidores.

Um dos principais agentes poluidores da atmosfera é o automóvel. Seu motor a explosão libera monóxido de carbono (CO) quando a combustão da gasolina é incompleta, pois a combustão completa produz dióxido de carbono (CO2).

O monóxido de carbono é um gás extremamente perigoso, inodoro, que se mistura ao ar e acaba sendo inspirado também. Então passa para o sangue e associa-se ã hemoglobina, formando um composto relativamente estável: a carboxiemoglobina. A hemoglobina, ocupada pelo monóxido de carbono, não pode transportar oxigênio, causando um tipo de asfixia que pode comprometer a vida. É sempre necessário extremo cuidado com os gases liberados por veículos parados com o motor em funcionamento em garagens, túneis e outros lugares com ventilação limitada.

Os motores a explosão não são os únicos agentes poluidores da atmosfera. Indústrias siderúrgicas e as queimadas de florestas são também importantes fontes de poluentes.

As combustões incompletas de alguns combustíveis podem produzir, além do monóxido de carbono, alguns hidrocarbonetos gasosos e óxidos de nitrogênio. Estes dois subprodutos combinam-se na atmosfera em presença de luz solar, produzindo outras substâncias mais tóxicas: o ozônio (O3) e o nitrato peroxiacetílico (PAN). Essas duas substâncias provocam nos humanos desconforto respiratório e irritação nos olhos seguida de lacrimejamento.

O excesso de O3 determina aumento na taxa respiratória das plantas, que acabam morrendo por consumir desnecessariamente a glicose armazenada. Para piorar a situação, o PAN inibe a fotossíntese, causando a morte da planta, uma vez que ela não pode mais sintetizar seus alimentos. Certas variedades de plantas são muito sensíveis a esses fatores, e seu cultivo não tem sido mais possível em áreas próximas a grandes cidades.

Além da gasolina, a queima de outro derivado do petróleo, o óleo diesel, e a queima do carvão mineral pelas indústrias também liberam produtos tóxicos na atmosfera. É o caso do dióxido de enxofre (SO2) e do dióxido de nitrogênio (NO2), gases que causam distúrbios respiratórios no ser humano, como bronquite e asma. Esses gases reagem com o vapor de água da atmosfera, originando, respectivamente, ácido sulfúrico e ácido nítrico, que caem sobre a terra formando a chamada chuva ácida. Além de destruir monumentos, mármore, grades metálicas e carrocerias de carros, essa chuva provoca acidentes ecológicos mais graves: destrói a vegetação e contamina o solo e a água. O aumento da acidez da água de certos lagos, por exemplo, tem causado grande mortalidade de peixes.

Fotografia de árvores mortas pela chuva ácida.
Fotografia de árvores mortas pela chuva ácida.

As partículas sólidas em suspensão no ar, da mesma forma que os gases normais e os poluidores, são levadas pelas correntes de convecção para as camadas mais altas da atmosfera, de onde se dissipam. Esse processo diminui a poluição atmosférica e reduz seus efeitos.

A troposfera torna-se cada vez mais fria ã medida que aumenta a altitude. No entanto, uma massa de ar quente pode penetrar na camada fria. Quando isso acontece, as correntes de convecção tornam-se fracas e incapazes de dispersar o ar, e com ele as substâncias poluidoras. Então a atmosfera próxima ao solo torna-se densa, escura e imprópria à vida normal e saudável.

Esse processo, caracterizado pela presença de uma massa de ar quente onde normalmente a atmosfera é fria e responsável pelo quadro descrito, é conhecido por inversão térmica.

A inversão térmica é particularmente grave em cidades industriais, pois aprisiona grande quantidade de poluentes no ar que a população respira.

Poluição por elementos radioativos

Elementos radiativos causam mutações genéticas que podem desencadear doenças, como o câncer, e até mesmo a morte dos indivíduos, e podem ser transmitidas ao longo das gerações. Assim, a preocupação sobre o que fazer com o lixo radiativo e como evitar a poluição por esses elementos deve ser sempre muito grande.

Na década de 1980 ocorreram dois importantes acidentes radiativos no mundo: em Chernobyl (na antiga União Soviética) e em Goiânia (Brasil).

A usina atômica de Chernobyl teve um de seus quatro reatores nucleares destruído por uma explosão seguida de incêndio. O acidente provocou a liberação de uma nuvem radiativa que atingiu não só as pessoas da cidade mais próxima (Kiev) , como vários países da Europa. Foi, sem dúvida, o pior acidente nuclear da história, matando várias pessoas, mutilando outras e provocando doenças de vários tipos, desde câncer e lesões de pele até mutações genéticas preocupantes para as gerações futuras. Além de ter afetado diretamente o ser humano, essa nuvem radiativa contaminou a vegetação, os animais, o solo, os rios e os mares da região. Frutas, verduras, carne, leite e derivados não puderam mais ser consumidos, pois a radiação neles contida poderia contaminar pessoas sadias.

No Brasil, uma pequena cápsula contendo um pó radiativo, o césio-137, foi aberta por pessoas desavisadas, provocando o acidente mais grave já registrado no mundo envolvendo esse tipo de elemento radiativo. Nessa cápsula havia apenas 19 g de césio, que fazia parte de uma bomba de césio-137 abandonada nos escombros do antigo Instituto Goiano de Radioterapia. A cápsula foi removida. do local por sucateiros para ser vendida como ferro-velho. Ao abri-la, as pessoas ficaram atraídas pela luminescência do césio e manipularam o pó, passando-o pelo corpo e distribuindo-o entre crianças, parentes e amigos. Evidentemente não sabiam do perigo que estavam correndo, até porque um material como esse nunca poderia ter sido simplesmente abandonado num hospital semidestruído.

O saldo dessa triste experiência foi a morte de quatro pessoas, a amputação do braço de outra pessoa e a contaminação de mais de duzentas.

Os primeiros sintomas da contaminação pelo césio foram sentidos pelas vítimas algumas horas após o contato com o material: náuseas, vômito, tontura e diarreia. Depois apareceram as feridas provocadas pela radiação. Essas feridas são peculiares: no início surge uma vermelhidão e uma sensação de coceira, formigamento e dormência; a seguir surgem bolhas muito dolorosas, que se rompem formando as feridas. Dependendo do grau de contaminação, pode ocorrer necrose de tecidos e até a morte.

Os acidentes de Chernobyl e de Goiânia não podem ser esquecidos. Eles nos servem como alerta para o grande perigo que os acidentes nucleares podem representar e despertam a atenção para mais um problema a ser resolvido pela humanidade: o que fazer com o lixo radiativo.

Poluição por substâncias não-biodegradáveis

O aumento da quantidade de substâncias não-biodegradáveis no meio tem trazido sérios problemas aos ecossistemas. As substâncias biodegradáveis são decompostas por organismos, principalmente bactérias. já os produtos não-biodegradáveis não sofrem decomposição, caso principalmente das substâncias organocloradas, como o DDT, e dos metais pesados, como o mercúrio. Essas substâncias acumulam-se nos tecidos dos organismos e vão se concentrando ao longo das cadeias alimentares, acarretando sérios problemas aos organismos.

O mais persistente dos organoclorados é o DDT. Uma vez lançado no meio, ele permanece intacto por vários anos, acumulando-se nos tecidos dos organismos, passando inalterado pelas cadeias alimentares. No tecido dos produtores, como as plantas, a concentração de DDT pode ser baixa, mas os herbívoros, ao se alimentarem de produtores, acumulam a maior parte do DDT ingerido e excretam uma pequena porção. O mesmo processo ocorre com os carnívoros, com prejuízos para esses animais.

Pássaros que se alimentam em áreas de amplo uso de DDT colocam ovos com casca muito fina, que se quebra facilmente. Isso causa elevada taxa de mortalidade entre os filhotes, levando a uma diminuição na densidade da população desses animais.

Um poluente importante encontrado principalmente na água é o mercúrio, amplamente utilizado em indústrias químicas de tintas, de fungicidas, de pesticidas e de papel. Na forma inorgânica o mercúrio é relativamente inócuo por ser pouco absorvido no trato digestório. Entretanto, torna-se altamente tóxico quando associado a compostos orgânicos, principalmente o metilmercúrio. Esta substância, se ingerida, provoca lesões nervosas que podem levar o indivíduo à morte.

Assim como o DDT, o metilmercúrio concentra-se nos tecidos dos organismos ao longo das cadeias alimentares. Na baía de Minamata, no Japão, pescadores foram envenenados ao comerem peixes contaminados por metilmercúrio, que foi introduzido nessa baía junto com dejetos lançados por uma indústria química.

A indústria química responsável por esse desastre lançava seus dejetos que continham mercúrio desde 1930. Somente 20 anos depois surgiram os sintomas da contaminação: peixes, moluscos e pássaros começaram a morrer. Em 1956 foi registrado o primeiro caso de intoxicação humana: uma criança com danos cerebrais. Depois desse caso surgiram vários outros com o mesmo quadro e passou-se a falar em doença ou mal de Minamata. Verificou-se depois que a doença era provocada pela contaminação por mercúrio.

Esse elemento não é facilmente detectável na água, por sua baixa concentração, mas, como se acumula no corpo dos organismos ao longo das cadeias alimentares, é mais fácil avaliar sua presença em um meio pela análise de tecidos do corpo dos organismos que vivem na região.

Poluição por derramamento de petróleo

Os derramamentos de petróleo no mar são causados principalmente por acidentes com navios petroleiros em plataformas de petróleo e pela água usada na lavagem dos reservatórios de petróleo dos navios, depois lançada diretamente no mar.

O petróleo derramado forma extensas manchas na camada superficial das águas e, com isso, bloqueia a passagem de luz, afetando a fotossíntese e também impedindo as trocas de gases entre a água e o ar.

Os animais aquáticos também são diretamente afetados pelo petróleo, pois ele se impregna na superfície de seus corpos, matando-os por intoxicação ou por asfixia, quando essa impregnação ocorre nas brânquias dos peixes. Além da intoxicação, as aves marinhas podem ficar com as penas recobertas por petróleo, não conseguindo voar nem realizar a termorregulação, morrendo em seguida. Os mamíferos marinhos com o corpo impregnado de petróleo também não conseguem realizar a termorregulação e morrem.

Os derramamentos de petróleo que atingem as regiões de manguezais também são muito graves, pois além de afetar árvores e animais que vivem no local, destroem a principal área de procriação para muitas espécies marinhas.

Fotografia de ave com o corpo recoberto por petróleo.
Fotografia de ave com o corpo recoberto por petróleo.

Alguns métodos são utilizados para conter a dispersão das manchas de petróleo derramado, dentre eles barreiras físicas e sucção por bombas. O uso de detergentes não tem sido indicado, pois seus efeitos podem ser tão graves quanto os ocasionados pelo petróleo. O petróleo pode também ser degradado pela ação de bactérias específicas, mas esse processo é muito lento.

Tão importante quanto descobrir técnicas para retirar o petróleo das águas e das praias é procurar evitar seu derramamento por meio de medidas de segurança nos petroleiros e plataformas e do cuidado na lavagem dos tanques dos navios.

Poluição por eutroficação

A eutroficação corresponde ao aumento excessivo de nutrientes na água. Com isso ocorre crescimento exagerado de certos organismos, especialmente bactérias aeróbias, que passam a consumir grande parte do oxigênio existente na água. Isso faz com que não haja oxigênio suficiente para outros organismos, que, assim como as bactérias aeróbias, acabam morrendo. Essa grande mortalidade e a redução do oxigênio propiciam o desenvolvimento de bactérias anaeróbias.

A eutroficaçâo pode ser natural ou provocada por resíduos urbanos, industriais ou agrícolas.

O lançamento de esgoto doméstico diretamente nos rios sem tratamento adequado é uma das principais causas de eutroficação e tem sido responsável pela destruição da fauna e da flora de muitos rios que banham as grandes cidades, como é o caso dos rios Pinheiros e Tietê, ambos na cidade de São Paulo.

O lançamento de dejetos humanos no meio ambiente traz outra preocupação em termos de saúde, pois contribui para a propagação de várias doenças, como as causadas por certos vermes, amebas, bactérias e vírus.

O lixo

Cada pessoa é responsável por cerca de 3,6 quilogramas de lixo por dia! O que fazer com esse lixo, constituído por diversos materiais, como vidros, plásticos, metais, papéis, papelão, restos de comida e outros? Considere que a população humana vem crescendo muito. A sociedade de consumo vem aumentando a quantidade de lixo produzido graças aos inúmeros itens descartáveis que procuram “facilitar” o dia a dia das pessoas.

O problema do lixo é muito sério. Algumas soluções têm sido propostas, mas há muitas outras que podem e devem surgir.

Uma das soluções mais antigas, e que ainda é utilizada, consiste simplesmente em remover o lixo de um local e transferi-lo para outro, na periferia das cidades, formando os imensos lixões a céu aberto. Além do mau cheiro, esses lixões são responsáveis por intensa proliferação de insetos, como moscas e baratas, e de outros animais, como ratos, causando um grave problema de saúde pública. Além disso, as populações de baixa renda passaram a explorar esses lixões recolhendo restos de comida, objetos e outros itens, o que coloca em risco sua própria saúde.

Fotografia de uma pessoa coletando material em lixão.
Fotografia de uma pessoa coletando material em lixão.

Apesar de ainda existirem muitos lixões, eles são inaceitáveis. Atualmente, existem formas mais adequadas para lidar com o lixo, como os aterros sanitários, a incineração (queima) e a compostagem.

Nos aterros sanitários o solo é preparado de modo a receber uma impermeabilização e impedir que o lixo contamine o solo.

A incineração é realizada principalmente nos casos de lixo contaminado, como o de hospitais. Apesar de ser executado em incineradores apropriados, esse processo sempre gera um pouco de poluição do ar pela emissão de fumaça.

A compostagem consiste em transformar a parte orgânica do lixo em um composto, que pode servir de fertilizante para o solo. É bastante útil porque além de ser uma solução para o lixo orgânico também contribui para a agricultura e participa do processo de reciclagem da matéria orgânica.

Para realizar a compostagem é necessário separar a matéria orgânica do resto do lixo, o que não é tarefa fácil. Por isso em algumas cidades as prefeituras têm feito a coleta seletiva, facilitando o tratamento do lixo urbano e sua reciclagem. Nesses casos, separa-se a matéria orgânica que se decompõe facilmente (como restos de comida) de outros materiais, como vidro, metal, papel e plástico, que podem ser reciclados, isto é, reaproveitados na fabricação de novos produtos.

Fotografia de recipientes para a coleta seletiva de lixo: vidro (cor verde), metal (cor amarela), papel (cor azul) e plástico (cor vermelha).
Fotografia de recipientes para a coleta seletiva de lixo: vidro (cor verde), metal (cor amarela), papel (cor azul) e plástico (cor vermelha).
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