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Citologia: seu surgimento e desenvolvimento

Ao estudarmos a origem e a evolução dos seres vivos, falamos em origem e evolução da célula. Afinal, com exceção dos vírus, todos os seres vivos são formados por células, e a compreensão de como eles surgiram e evoluíram passa pela compreensão de como a célula surgiu e evoluiu. O primeiro ser vivo que surgiu no planeta Terra era uma célula.

Vamos agora entrar no universo celular e procurar compreender a estrutura e o funcionamento das células, o que é fundamental para que posamos entender a intricada rede de interações necessárias para a manutenção da vida.

A área da Biologia que estuda a célula é a Citologia (cito = célula; logos = estudos). Essa área só teve início a partir do momento em que o ser humano começou a construir aparelhos com lentes que propiciam grande aumento da imagem de objetos. Esses aparelhos, chamados microscópios, possibilitam o conhecimento e o estudo de estruturas invisíveis a olho nu.

Fotografia de alga marinha unicelular, do gênero Acetabularia. Uma única célula forma o pedúnculo e o "chapéu".
Fotografia de alga marinha unicelular, do gênero Acetabularia. Uma única célula forma o pedúnculo e o “chapéu”.

Embora existam células visíveis a olho nu, como mostrada na foto acima, a maioria delas é microscópica.

Esquema do microscópio simples com uma só lente de aumento, usado por Leewenhoek.
Esquema do microscópio simples com uma só lente de aumento, usado por Leewenhoek.

Os primeiros microscópios foram construídos nos séculos XVI, mas somente no século XVII foram utilizados com finalidades biológicas. Nesse século, o holandês Anton van Leeuwenhoek (1632-1723) construiu um microscópio formado por uma única lente de aumento e que permitia obter imagens ampliadas em até trezentas vezes. Com ele analisou e descreveu vários microrganismos, como bactérias e protozoários.

Por ser formado por uma só lente de aumento, esse microscópio é chamado de microscópio simples, e por usar a luz para iluminar os objetos observados é também chamado de microscópio de luz (ML) ou de microscópio óptico (MO).

Fotografia de microscópio usado por Hooke no século XVII e desenho de delgadas fatias de cortiça que ele analisou, em que se podem notar pequenas cavidades, denominadas células (termo derivado do latim, que significa saletas). O que Hooke observou, na realidade, eram as paredes celulares que delimitam as células da cortiça. As paredes celulares são resistentes e persistem mesmo após a morte das células.
Fotografia de microscópio usado por Hooke no século XVII e desenho de delgadas fatias de cortiça que ele analisou, em que se podem notar pequenas cavidades, denominadas células (termo derivado do latim, que significa saletas). O que Hooke observou, na realidade, eram as paredes celulares que delimitam as células da cortiça. As paredes celulares são resistentes e persistem mesmo após a morte das células.

Mais tarde, em 1665, o inglês Robert Hooke (1635-1703) publicou suas observações de estruturas visíveis ao microscópio óptico, só que esse microscópio era construído com duas lentes de aumento associadas a um tubo. Essas observações lhe valeram o crédito de descobridor das células.

O microscópio utilizado por Hooke apresentava uma lente chamada ocular (voltada para o olho humano) e outra chamada objetiva (voltada para o objeto a ser analisado). Por apresentar duas lentes, ele é chamado de microscópio composto.

As imagens obtidas nesses microscópios compostos são mais ampliadas e apresentam mais detalhes do que as obtidas nos microscópios simples. Atualmente, todos os microscópios de luz utilizados em Biologia são compostos e mais sofisticados do que o utilizado por Hooke.

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