General Abreu e Lima.Quem foi: Militar brasileiro
Data do Nascimento: 06/04/1794
Data da Morte: 08/03/1869 (aos 74 anos)
Última atualização: 27/04/2016

Abreu e Lima (General) foi um militar, político e historiador brasileiro. Apelidado de “General das Massas“, lutou na Venezuela, Colômbia, Equador e Bolívia pela independência do domínio espanhol.

José Inácio de Abreu e Lima (1794-1869), conhecido como Abreu e Lima, nasceu no Recife, Pernambuco, no dia 6 de abril de 1794. Filho de José Inácio Ribeiro de Abreu e Lima, o Padre Roma, sempre teve problemas com a sua legitimidade que foi reconhecida pelo papa por ter ele e os seus irmãos nascidos no período em que seu pai foi secularizado.

Estudou Humanidades em Olinda até 1811, quando se transferiu, no ano seguinte, para o Rio de Janeiro, ingressando na Academia Real Militar. Em 1816 recebeu a patente de Capitão de Artilharia, com apenas 22 anos. De volta a Pernambuco, acusado de insubordinação e desordem, foi preso e remetido para a Bahia, onde foi recolhido, por ordem do Conde dos Arcos, à fortaleza de São Pedro.

Em 1817 ainda preso, viu seu pai ser preso e fuzilado, por ordem do Conde dos Arcos, acusado de fazer parte da Revolução Pernambucana de 1817. Em outubro desse mesmo ano conseguiu fugir da prisão, auxiliado por integrantes da maçonaria. Foi para os Estados Unidos, mas não tendo boa acolhida, resolveu seguir para a Venezuela, a fim de se alistar no exército do líder político Bolívar, que tentava libertar sua pátria do domínio espanhol.

Durante mais de dez anos lutou na América Espanhola – Venezuela, Bolívia, Colômbia e Equador, recebendo do exército boliviano diversas promoções, desde o posto de capitão de artilharia até general, chegando a chefe do estado-maior do exército libertador. Conviveu com os heróis da independência, entre eles o próprio Bolívar.

Em 1830, retornou aos Estados Unidos. Após a abdicação de D. Pedro I, foi para a Europa e em Portugal, aproximou-se do imperador. Retornou ao Brasil em 1832 e fixou residência no Rio de Janeiro. Apesar de ter sido um general libertário, ligou-se ao Partido Restaurador, e passou a lutar para o retorno do Imperador ao Brasil. Após a conspiração ser descoberta, foi preso e mandado para a Ilha de Fernando de Noronha. Logo depois D. Pedro falecia em Queluz, Portugal, em 1834.

Em 1836, Abreu e Lima entrou em atrito com o regente Diogo Antônio Feijó e passou a defender que a regência fosse entregue à princesa Januária, irmã de D. Pedro. Participou da campanha pela antecipação da maioridade que, vitoriosa, em 1840, afastou da Regência o pernambucano Pedro de Araújo Lima.

Em 1840, o General Abreu e Lima e dedicou-se a atividade de escritor. Dirigiu e colaborou com o Diário Novo, jornal do partido Liberal. Travaram-se grandes polêmicas entre os liberais (apelidados de praieiros) e os conservadores. Em 1848, teve início a Revolução Praieira, chefiada por seu irmão João Roma. Incentivando-a e combatendo o governo de Vieira Tosta e de Herculano Ferreira Pena, Abreu e Lima foi preso e enviado para Fernando de Noronha, em 1849.

Além de sua ação militar e política o General Abreu e Lima deixou uma vasta obra, abordando assuntos de história, política e religião, entre elas, “Bloqueio Histórico, Político e Literário do Brasil” (1835), “Compêndio de História do Brasil” (1843), “Resposta ao Cônego Januário da Cunha Barbosa” (1844), “O Socialismo” (1855), “As Bíblias Falsificadas” (1867) e “O Deus dos Judeus e o Deus dos Cristãos” (1867). Esses textos sobre religião causaram revolta do bispo de Olinda, D. Francisco Cardoso Ayres, que lhe negou um lugar para o sepultamento no cemitério, que se achava sobre o controle da Igreja, sendo sepultado no pequeno cemitério dos ingleses, no bairro de Santo Amaro, no Recife.

Abreu e Lima, o General das Massas, faleceu na cidade do Recife, em Pernambuco, no dia 8 de março de 1869.

FONTEeBiografia
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