As manifestações artísticas, nos primeiros momentos de nossa colonização, sofreram as influências da cultura dos povos que aqui chegaram.

As Artes no Período Colonial

As artes no período colonial eram copiadas da Europa. Nossos artistas achavam que a Europa, por ser mais desenvolvida, era modelo para tudo.

Alguns estudiosos procuraram agrupar os estilos artísticos de acordo com os períodos:

  • Período Missionário Fase Barroca/Jesuítica;
  • Fase Barroca;
  • Fase Rococó.

Na arquitetura

Durante o tempo da colônia, foram construídas muitas igrejas, principalmente na Bahia, em Minas Gerais, em Pernambuco e no Rio de Janeiro.

Muitas dessas igrejas apresentam uma grande riqueza de enfeites em ouro. Apresentam também ornamentação exagerada, colunas retorcidas etc. Esse estilo é chamado de barroco e surgiu na Europa, no século XVII. Foi traduzido para cá e aqui difundido pelos jesuítas.

Como no Brasil não havia artistas, os colonizadores traziam da Europa arquitetos, desenhistas e escultores. Até mesmo os projetos das igrejas, muitas vezes, eram feitos em Lisboa.

Algumas casas-grandes de senhores de engenho e sobrados das cidades são exemplos de obras importantes no período colonial.

O Aleijadinho

No século XVII, em Minas Gerais, apareceram artistas que começaram a fazer uma arte mais brasileira, que não fosse apenas cópia das coisas que faziam na Europa. Um dos nomes que mais se destacou foi o de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho.

Dentre seus trabalhos, um dos mais importantes é o projeto que fez para Igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto.

A Igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto, é uma das obras mais importantes de Aleijadinho.
A Igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto, é uma das obras mais importantes de Aleijadinho.

O campo em que esse artista mineiro mais se destacou foi o da escultura. Podemos citar, como exemplos, as estátuas dos Profetas e as cenas da Paixão de Cristo que esculpiu para o pátio da Igreja de Congonhas do Campo. Além dessas obras, Aleijadinho deixou centenas de outras na região de Minas Gerais.

Cenas da Paixão de Cristo esculpidas por Aleijadinho, em Congonhas no estado de Minas Gerais.
Cenas da Paixão de Cristo esculpidas por Aleijadinho, em Congonhas no estado de Minas Gerais.

São muito importantes as gravuras feitas por Frans Post e Albert Eckhout. Esses dois artistas foram trazidos da Holanda por Maurício de Nassau durante o período em que os holandeses estiveram aqui. Em suas gravuras, Frans Post e Albert Eckhout retratam principalmente o ambiente natural do Brasil, com sua vegetação, seus animais e suas frutas.

Abacaxi, melancias e outras Frutas (Frutas brasileiras), de Albert Eckhout.
Abacaxi, melancias e outras Frutas (Frutas brasileiras), de Albert Eckhout.

As Artes no Período Imperial

Uma tendência nas Artes, conhecida como neoclassicismo, vai surgir na França, no fim da Revolução Francesa e no período napoleônico, já no século XIX, a partir de 1804, firmando-se decisivamente a influência da Antiguidade. Napoleão vai exigir dos artistas novas expressões de luxo e grandiosidade, e os principais inspiradores das formas são os arquitetos Percier e Fontaine.

A Arte em Portugal e as influências para o Brasil

Como os outros países europeus, Portugal sofreu as influências inglesa e francesa, mas, pelos seus contatos com o Oriente, criou um tipo de mobiliário artístico com a incrustações de madrepérola e marfim, com madeiras orientais, principalmente executado em Goa, na Índia: é o chamado estilo indo-português.

Em Portugal, o rei D. João V manda instalar no convento de Mafra um riquíssima biblioteca, construída com madeira levada do Brasil. Outra biblioteca dessa época, igualmente suntuosa (de grande riqueza, luxuosa), é a de Coimbra. Como não podia deixar de ser, esse estilo de fazer móveis foi adotado também no Brasil, com modalidades locais apreciáveis. O mobiliário religioso é rico na matéria-prima (o nosso jacarandá, o nosso cedro), e na obra de talha. As sacristias das igrejas eram mobiliadas ricamente, com grandes arcazes (grandes arcas) de gavetões, para guarda de paramentos. Os tronos episcopais, os oratórios (pequenos armários onde ficam imagens de santos), tocheiros (castiçal para tochas), altares e guarnições de culto dão a medida do valor dos artesãos como demonstra a evolução das formas, de acordo com as épocas. O mobiliário civil é simples, para não dizer pobre, embora os ricos burgueses tivessem camas suntuosas esculpidas, cadeiras, sofás, papeleiras (tipo de escrivaninha onde se guarda papéis), mesas de centro (de influência holandesa e espanhola ou de outros estilos) e, também, ricos oratórios. Mas a regra é a simplicidade, a sobriedade nos catres de couro cru, nos bancos de madeira e nas mesas de refeições.

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